A Covid-19 acentuou o movimento de queda da imunização infantil no Brasil verificado anos antes da pandemia. A cobertura vacinal contra doenças como tuberculose, poliomielite, difteria, tétano e coqueluche, que desde o início do século rondava 99%, começou a cair para 95% (o índice adequado) e ainda menos a partir de 2016.

As taxas despencaram para a faixa dos 60% em 2021, quando o Brasil figurou na lista dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas, elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Unicef.

Em 2024, o país saiu da lista, mas retornou em 2025. As taxas, que se referem ao ano anterior da publicação do ranking, subiram, mas ainda não superaram 95%.

Para melhorar os indicadores, estados, por meio de articulações com municípios e o Ministério da Saúde, têm desenvolvido programas voltados para solucionar dificuldades locais. Não basta apenas adquirir os imunizantes, é preciso usar recursos de forma estratégica para garantir distribuição e aplicação eficazes.

Na semana passada, 109 experiências exitosas nesse sentido foram apresentadas em uma mostra promovida pelo Conselho Nacional de Secretarias de Saúde, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde, em Brasília.