A recuperação das coberturas vacinais no Brasil tem exigido muito mais do que a garantia de oferta de imunizantes. Melhorar os índices depende de vencer distâncias geográficas, reorganizar serviços, enfrentar a desinformação, aproximar a vacina das pessoas e criar novas formas de cooperação dentro do SUS.

No ano passado, o Brasil retornou à lista dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas no mundo, segundo levantamento divulgado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde), e há uma corrida em curso para reverter esse quadro.

Nas últimas terça (16) e quarta-feira (17), 109 experiências exitosas foram apresentadas em uma mostra promovida pelo Conass (Conselho Nacional de Secretarias de Saúde), na sede da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) em Brasília. As estratégias revelam que não existe uma única solução para um país marcado por realidades tão distintas.

No Tocantins, a iniciativa premiada foi uma força-tarefa que conteve um surto de sarampo iniciado em uma comunidade ortodoxa russa de Campos Lindos, município com cerca de 8.600 habitantes onde havia pessoas não vacinadas. A resposta contou com a parceria entre estado, município e Ministério da Saúde, com ações de educação, bloqueio, busca ativa e vacinação.