O Departamento de Estado dos EUA se uniu a outros 15 países americanos para emitir nesta terça-feira (23) um comunicado em que classifica os esforços para derrubar o governo da Bolívia de "grave ameaça" à ordem constitucional e à estabilidade democrática.

Uma "minoria violenta" busca desrespeitar a vontade expressa pela maioria dos bolivianos nas eleições recentes, disse o Departamento de Estado no texto, que também foi assinado pelos governos de Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru. O Brasil não assinou o texto.

Com exceção do Canadá, os países que assinam o comunicado fazem parte da coalizão "Escudo das Américas", anunciada por Trump em março deste ano como um grupo formado para combater cartéis do narcotráfico. "Vamos fazer coisas incríveis! A região de vocês foi abandonada pelos EUA, que olhou para regiões em que nem era bem recebido", disse o americano na ocasião.

Grupos de manifestantes bolivianos, formados principalmente por trabalhadores, camponeses, mineiros e professores, organizaram protestos durante as últimas semanas e, no início do mês, chegaram a montar barricadas com contêineres de lixo nas proximidades do palácio do governo. A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo, e pelo menos cinco pessoas foram detidas, segundo a imprensa local.