Segundo relatório da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o país responde por 2,9% da participação global em estudos clínicos, com 51 pesquisas registradas O Brasil avançou seis posições no ranking global de participação em estudos clínicos, segundo levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). O relatório mostra que o país saiu da 18ª posição, no final de 2025, para a 12ª, no primeiro trimestre deste ano. De acordo com o levantamento da entidade, que representa 41 farmacêuticas do segmento de medicamentos inovadores, tanto estrangeiras quanto nacionais, entre 2020 e 2025, o Brasil saiu da 15ª para a 18ª colocação, que ocupava até o ano passado. O relatório, feito em parceria com a IQVIA, empresa que fornece serviços de análise de dados na área de saúde, mostra que o Brasil, agora, responde por 2,9% da participação global em estudos clínicos, com 51 pesquisas registradas. A Interfarma citou a nova Lei da Pesquisa Clínica, regulamentada no ano passado, como fator que tem contribuído para a atração de investimentos e para a ampliação da participação em estudos clínicos. “Hoje, temos um ambiente mais transparente, regulado e previsível para todos os atores envolvidos”, disse Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma, em comunicado. Com a aprovação da lei, a entidade já estimava que o país poderia alcançar a 10ª colocação no ranking global de estudos clínicos em cinco anos, atraindo cerca de R$ 2,1 bilhões anuais em investimentos. O resultado deste ano confirma a projeção, disse a Interfarma. A entidade também citou a população do país, uma das maiores do mundo, sua ampla diversidade genética e o custo mais competitivos para a condução de estudos localmente — comparado a mercados desenvolvidos e outros países emergentes, como Estados Unidos, França, Coreia do Sul, Argentina e México — como outros fatores que contribuem para o avanço no ranking. — Foto: Jarmoluk/Pixabay