PUBLICIDADESocorro ao BRB ofende a lógica e banco perdeu a razão de existir depois dos prejuízos com o MasterGoverno do Distrito Federal ficará anos pagando empréstimo para socorrer o banco. Crédito: EstadãoGerando resumoBRASÍLIA — O governo do Distrito Federal constatou em abril não ter condições fiscais nem legais para contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões e socorrer o Banco de Brasília (BRB), com ou sem aval da União, conforme parecer ao qual o Estadão teve acesso. O documento foi emitido pela Procuradoria-Geral do DF citando uma análise da Secretaria de Economia da gestão distrital.Após a constatação, o governo do DF recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar a operação e assinou um acordo com a União. A negociação envolve um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com aval de bancos públicos e privados ainda não concretizado. O objetivo é cobrir o rombo do Banco Master no BRB. BRB tem o objetivo de cobrir o rombo aberto por operações com o Banco Master Foto: Adobe StockPUBLICIDADEA nota do Tesouro Nacional e a situação fiscal do Distrito Federal deixaram o governo distrital sem condições necessárias para conseguir o empréstimo, segundo o parecer da procuradoria, elaborado para embasar o pedido de empréstimo ao FGC e assinado no dia 7 de abril de 2026. O documento foi enviado à deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) em resposta a um pedido de informação. A manifestação da procuradoria traz uma análise da Secretaria de Economia do Distrito Federal dizendo: “não há, no momento, condições fiscais e normativas favoráveis para a contratação de operação de crédito no montante de R$ 6,6 bilhões, seja com garantia da União, em razão da atual classificação da Capag, seja sem garantia, em virtude das restrições relacionadas ao espaço fiscal disponível e às condições de endividamento do ente (descumprimento do art. 167-A).” O artigo citado é o que proíbe despesas correntes acima de 95% das receitas correntes em um período de 12 meses.PublicidadeLeia tambémGoverno do DF avisa BRB que apenas metade do dinheiro da securitização será aportado no banco‘Não querem o TCU na análise do BRB porque somos mais rigorosos’, diz ministro Augusto Nardes‘A privatização é a solução mais barata, correta e técnica para o BRB’, diz LazzariniO governo conseguiu aprovar um projeto na Câmara Legislativa autorizando o empréstimo, mas ainda não tem a dimensão do custo do financiamento para o orçamento, que ainda depende dos juros que serão cobrados e do período de carência. Na prática, a proposta transfere o prejuízo da fraude do Master para o orçamento do Distrito Federal e deixa a administração distrital exposta a riscos jurídicos, financeiros e orçamentários, segundo parecer da Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do DF.
Distrito Federal não tem condições de contratar empréstimo para salvar BRB, diz parecer de abril
Documento da Procuradoria-Geral do Distrito Federal cita análise da Secretaria de Economia concluindo que capacidade de pagamento e restrições fiscais impediam operação







