É o regresso a uma ideia antiga. Mas desta vez, garantem os autarcas de Porto e Gaia, a nova ponte pedonal e ciclável sobre o Rio Douro é mesmo para avançar. É uma oportunidade para reduzir o trânsito automóvel, mas também para libertar da pressão dos peões a Ponte Luiz I. Significa também a alteração do postal ilustrado do Porto, num dos seus pontos mais visitados.Nesta terça-feira, os presidentes de câmara do Porto e de Gaia juntaram-se para assinar um memorando de entendimento em que se comprometem a cooperar para lançar o concurso de concepção-construção de uma nova travessia à cota baixa sobre o Rio Douro, entre a Ribeira do Porto e o Cais de Gaia.A ponte terá 250 metros de vão, vai servir peões e bicicletas e deve ser instalada a 350 metros a jusante da Ponte Luiz I. O preço, para já, é indicativo. O tecto fixa-se em 25 milhões, com a responsabilidade a ser assumida em partes iguais pelas duas autarquias, que estarão também atentas à possibilidade de captar fundos comunitários para financiar a empreitada.À margem da cerimónia, que decorreu na Casa do Infante, na Ribeira, a escassas dezenas de metros de um dos pontos de amarração da nova ponte, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte (PSD), explicou aos jornalistas que o concurso deverá ser lançado até ao final do ano. Acrescentou ainda que, desejavelmente, a nova infra-estrutura deverá estar construída até ao final de 2029.A ideia de construir uma ponte pedonal entre duas das áreas ribeirinhas mais frequentadas por turistas nas duas margens tem mais de 20 anos. Chegou a haver projectos – nomeadamente da autoria do engenheiro Adão da Fonseca – mas nunca passaram do papel. Qual é a diferença desta vez? Haver uma “vontade política muito clara”, refere Pedro Duarte.