‘O redesenho do trabalho ainda não aconteceu’, diz Michelle Schneider sobre transformação por IAEspecialistas afirmam que IA deve enxugar equipes, impulsionar empreendedorismo e exigir reinvenção constante dos profissionais. Crédito: Michelle SchneiderGerando resumoO Itaú Unibanco vai alterar as regras do modelo de trabalho híbrido, segundo comunicado obtido em primeira mão pelo Estadão/Broadcast. A nova política amplia a frequência mínima obrigatória de presença nos escritórios para três dias por semana para os funcionários administrativos, com vigência a partir do primeiro trimestre de 2028. Para superintendentes, a exigência será de quatro dias e começa em janeiro de 2027, equiparando-se à diretriz que já vale para diretores.PUBLICIDADEA mudança reduz a flexibilidade prevista no regime atual, que prevê oito dias por mês de atuação presencial. O banco tem mais de 80 mil funcionários no Brasil, dos quais cerca de 40% atuam presencialmente, com atendimento ao público ou funções que dependem de apoio físico dos escritórios ou agências. Os outros cerca de 60% estão no modelo híbrido, ou seja, dão expediente em casa, mas com a obrigação de comparecer um mínimo de dias aos escritórios.Em nota, o Itaú diz ter estruturado um período de transição para que as equipes tenham tempo de “adaptar suas rotinas pessoais e familiares de forma gradual, sem sobressaltos”. O banco defende ainda que o novo desenho “preserva o equilíbrio do formato híbrido e está em acordo com boas práticas globais”.Itaú demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou integralmente remoto no ano passado, sob justificativa de quebra de confiança e evidências de baixa produtividade Foto: Adobe StockA decisão acompanha um movimento mais amplo no setor financeiro de reavaliação dos sistemas de trabalho adotados após a pandemia. Em julho, o Nubank exigirá dois dias presenciais por semana para os colaboradores, frequência que será ampliada para três em 2027. O anúncio da mudança, no ano passado, chegou a causar reclamações internas, inclusive com demissões de algumas pessoas acusadas de terem feito comentários ofensivos.PublicidadeLeia tambémItaú negocia aluguel de novas áreas de escritórios em São Paulo; veja possíveis opções para o bancoCem maiores marcas brasileiras valem US$ 90,2 bilhões; veja quem lidera e consulte rankingFitch vê segundo semestre desafiador para bancos com juros altos e incertezasEm setembro, o próprio Itaú demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou integralmente remoto, sob justificativa de quebra de confiança e evidências de baixa produtividade.Banco avalia locação de novos escritóriosEnquanto planeja a transição no modelo de trabalho, o Itaú está avaliando a locação de prédios comerciais em São Paulo. Nesse momento, há duas opções em vista.Uma delas é o Alto das Nações, edifício mais alto da cidade de São Paulo. O imóvel fica entre a Marginal Pinheiros, a Rua Alexandre Dumas e o prolongamento da Av. Chucri Zaidan, dentro de um enorme complexo onde estão um hipermercado com shopping do Carrefour e outras torres.O Alto das Nações está nas fases finais das obras, com entrega estimada para o fim deste ano. O empreendimento terá 42 andares e 219 metros de altura, com 98 mil metros quadrados de área para escritórios. O principal dono é a Altre, com 60% do prédio (com quem o Itaú negocia). O segundo maior sócio é o Carrefour Properties, braço de propriedades comerciais da varejista, com 18%. Os outros 22% estão nas mãos da Família Zaffari e da KRE4 Empreendimentos.PublicidadeA outra opção em análise pelo Itaú é o complexo Esther Towers, da Eztec. O empreendimento está localizado na Chucri Zaidan e é composto por duas torres, com um total de 94 mil metros quadrados. A primeira torre será entregue até o fim deste ano, e a segunda, no fim do ano que vem.As negociações com os dois empreendimentos estão em fase final, e o Itaú deve tomar a decisão sobre a opção escolhida ainda nesta semana, de acordo com fontes que acompanham o processo. Procuradas, as partes não comentaram.Não haverá mudanças em relação à principal sede administrativa do banco, o Itaú Unibanco Centro Empresarial, mais conhecido pela sigla Ceic, em Jabaquara.Prédios corporativos voltam a atrair grandes inquilinosA movimentação do Itaú faz parte de um novo ciclo do aquecimento do setor de prédios corporativos em São Paulo, que está atraindo de volta os grandes inquilinos, isto é, empresas que assinam contratos de locações de grandes áreas. Na auge da pandemia, entre 2020 e 2021, muitas empresas devolveram seus escritórios. A partir de 2022, começou um movimento de volta, mas que demorou a emplacar.PublicidadePUBLICIDADEO retorno foi puxado principalmente pelas pequenas e médias empresas. Mais recentemente, as grandes passaram a tomar a mesma decisão, sendo que os cortes no home office têm sido o principal motor para isso.O grande exemplo disso foi o Nubank. No começo deste ano, a fintech anunciou que ocupará mais dois novos prédios em São Paulo, sendo um deles na Rua Capote Valente e outro na Rua Oscar Freire, ambos no bairro de Pinheiros. Outra grande tacada foi dada pela gigante de tecnologia Amazon, que acertou um contrato de aluguel para ocupar o Edifício Biosquare, também em Pinheiros, antes mesmo do edifício ficar pronto.
Itaú revisa modelo híbrido e exigirá 3 dias de trabalho presencial por semana em 2028
Mudança reduz flexibilidade do regime atual, que prevê oito dias por mês de atuação presencial; banco tem mais de 80 mil funcionários no Brasil, dos quais 60% estão no modelo híbrido













