Parcerias público-privadas em expansão reposicionam setor como pilar do desenvolvimento sustentável Modelo financeiro da Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo foi estruturado pela ACCIONA com metas socioambientais vinculadas — Foto: Divulgação Os investimentos em infraestrutura no Brasil vêm batendo recorde desde 2024, em uma trajetória de crescimento que ainda não alcançou o pico. Segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), em 2025 foram investidos R$ 280 bilhões no setor, com a iniciativa privada respondendo por 84% desse valor. Para 2026, a previsão é de que os aportes totais devem chegar a R$ 300 bilhões. Esse movimento faz parte de um ciclo global. Analistas e organismos multilaterais estimam necessidades de investimento em infraestrutura na ordem de trilhões de dólares anuais até 2040, impulsionadas pela transição energética, pela urbanização acelerada e pela crescente percepção de que água, transporte e saneamento deixaram de ser gasto público para se tornar componentes essenciais da soberania de cada país. Com presença em mais de 40 países, a ACCIONA tem hoje o Brasil como um de seus mercados prioritários de expansão global. No país, a companhia tem concentrado seus esforços nos segmentos de mobilidade urbana e saneamento, dois dos maiores gargalos de desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, setores com maior volume de concessões previstas para os próximos anos. “O Brasil vive um período singular de expansão em infraestrutura, com parcerias público-privadas assumindo um papel estruturante que vai além do financiamento. Definem o modelo de entrega, o prazo e o nível de exigência técnica dos projetos”, afirma André De Angelo, executivo que lidera a operação no país. “A ACCIONA traz uma capacidade que construiu ao longo de décadas, a de integrar desenvolvimento, engenharia, financiamento, construção e operação de longo prazo em projetos complexos. Não somos apenas executores, somos parceiros de ciclo completo”. A companhia emprega mais de 13 mil pessoas no Brasil, entre funcionários diretos e indiretos, e opera sob a premissa de que sustentabilidade e viabilidade financeira não são objetivos concorrentes. Com neutralidade de carbono atingida desde 2016, mantém metas rigorosas em todos os seus projetos, com foco em descarbonização, impacto ambiental mensurável, ação social nas comunidades atendidas e regeneração dos territórios onde atua. "Sustentabilidade, para nós, não é compromisso de relatório. É o critério que define quais projetos fazemos, como os executamos e como medimos o que entregamos", afirma De Angelo. Um dos principais termômetros dessa estratégia no país é a Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo, atualmente o maior projeto de infraestrutura em execução na América Latina. São 15,3 km distribuídos em 15 estações subterrâneas, com investimento total superior a R$ 19 bilhões. Para atrair investidores e mitigar riscos, o modelo financeiro do empreendimento foi estruturado com metas socioambientais vinculadas. O projeto também conta com mais de 900 mulheres em seu quadro, ocupando 20% dos cargos de liderança, e mantém programas sociais e educacionais que atendem cerca de 60 mil pessoas nas comunidades do entorno. No saneamento, a ACCIONA opera concessões e PPPs em três estados brasileiros — Pernambuco, Paraná e Espírito Santo —, levando serviços de água e esgoto a milhões de pessoas em regiões historicamente desassistidas. Recentemente, a companhia também venceu um leilão na Paraíba, reforçando sua presença no setor e sua aposta no potencial do mercado brasileiro de saneamento, seguindo o princípio de infraestruturas resilientes, sustentáveis e projetadas para gerar impacto positivo nas comunidades antes mesmo da entrega. “Trabalhamos para desenvolver soluções que se integram ao território, respeitam o entorno e deixam algo além do serviço prestado”, reforça o executivo. Os modelos de parceria público-privada, o financiamento de projetos com critérios de sustentabilidade e os gargalos regulatórios do setor são temas que estarão no centro do debate do 1º Fórum de Infraestrutura Sustentável, que será realizado no dia 29 de junho, em São Paulo. Apresentado pela ACCIONA, o evento vai reunir especialistas e executivos para discutir o papel do Brasil no novo ciclo global de infraestrutura e como a colaboração entre setor público e iniciativa privada pode gerar valor real e duradouro para a sociedade.
Investimento em infraestrutura deve atingir R$ 300 bilhões em 2026 no Brasil
Parcerias público-privadas em expansão reposicionam setor como pilar do desenvolvimento sustentável







