Página foi identificada durante investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. A especialização faz operação nesta terça-feira contra 44 investigados ligados ao CV 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Droga vendida por traficantes do Dona Marta usava embalagens com referência de filmes, desenhos e animes — Foto: Reprodução/Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 11:09 Operação no Morro Dona Marta desarticula tráfico via redes sociais Traficantes da comunidade Dona Marta, no Rio, usavam redes sociais para vender drogas, apresentando-as como "especiarias" com embalagens inspiradas em filmes e animes. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes conduziu uma operação contra 44 suspeitos ligados ao Comando Vermelho, resultando em tiroteios e um ferido. A investigação de 22 meses busca desmantelar a estrutura criminosa na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) descobriu que traficantes da comunidade Dona Marta, na Zona Sul do Rio, usavam uma rede social para comercializar drogas. Os entorpecentes eram anunciados em uma página no X como se fossem "especiarias". Nas publicações, os criminosos divulgavam o endereço para retirada dos produtos e até promoções de fim de semana. Nesta terça-feira, a Polícia Civil realizou uma operação contra integrantes do Comando Vermelho (CV) na comunidade. A ação provocou um intenso tiroteio, registrado desde as 5h30 da manhã. Na página no X, os criminosos anunciavam as drogas por meio de fotos e vídeos. Nas publicações, chamavam a maconha de "especiarias". Em uma das postagens mais recentes, feita no domingo, escreveram: "Fumando as melhores especiarias nesse domingo de frio. E vocês, estão fumando o quê por aí? Muita especiaria rolando na firma, só brotar e conferir", acompanhado do endereço de um ponto em Botafogo onde os entorpecentes poderiam ser adquiridos. O perfil também divulgava promoções de fim de semana e os produtos disponíveis para venda. Em uma publicação, os traficantes ofereciam skunk por R$ 10 a grama, além de flor importada de maconha e ice. Em um dos anúncios, orientavam os clientes: "Promo de sábado a partir das 10h da manhã". Na comercialização anunciada nas redes, eles postavam as embalagens em que as drogas eram vendidas. A maioria delas faz referência a filmes e desenhos de anime. Além da foto, também é possível encontrar a sigla do Comando Vermelho e um anúncio dizendo “Melhor da Zona Sul”, fazendo referência à droga. Operação desde a manhã A operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) começou nas primeiras horas da manhã e foi acompanhada por intenso tiroteio no Dona Marta. A ação tem como alvo integrantes do Comando Vermelho investigados por atuar na comunidade. Além do passageiro ferido, um grupo de pessoas que havia subido ao Mirante Dona Marta para acompanhar o nascer do sol ficou impedido de deixar o local por causa da troca de tiros. A operação também mobilizou dezenas de viaturas estacionadas na Rua São Clemente e contou com o apoio de helicópteros da Polícia Civil. Disparos no início da manhã Segundo testemunhas, os disparos começaram ainda nas primeiras horas da manhã. Fontes ouvidas pelo GLOBO afirmaram que pelo menos 22 viaturas da Polícia Civil estavam posicionadas na Praça Corumbá, em Botafogo, que estaria sendo utilizada como base da operação para concentração do efetivo e encaminhamento dos presos. Moradores também relataram uma sequência de tiros e explosões, além do sobrevoo de helicópteros policiais. “Foi muito tiro com bomba... loucura. Nunca escutei isso por aqui”, afirmou um morador. Outro disse que “nunca viu uma movimentação assim”. A operação também provocou reflexos no trânsito, com formação de fila de veículos na Rua São Clemente durante a manhã. Investigação de 22 meses De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e cumpre ordens judiciais expedidas pela 26ª Vara Criminal da Capital. A investigação, iniciada há cerca de 22 meses, identificou uma estrutura voltada ao tráfico de drogas na comunidade, com atuação de dezenas de integrantes distribuídos em diferentes funções. Ainda segundo a corporação, foram identificados 44 suspeitos ligados ao grupo criminoso. As apurações apontam que a liderança da organização seria exercida por Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como Ronaldinho Tabajara ou R9, atualmente preso em um presídio federal de segurança máxima em Mossoró (RN), enquanto Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, seria responsável por comandar as atividades cotidianas da facção na comunidade. A Polícia Civil informou que o objetivo da operação é cumprir mandados judiciais, desarticular a estrutura da organização criminosa e reunir novos elementos para o avanço das investigações. Mais cedo, a Polícia Militar informou que não realizava operação própria na região. Operação Contenção De acordo com o balanço divulgado pela corporação, a Operação Contenção já resultou na captura de mais de 360 suspeitos e na morte de outros 137 em confrontos, além da apreensão de cerca de 480 armas — entre elas 190 fuzis — e mais de 51 mil munições.