Ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes mira 44 investigados ligados ao Comando Vermelho e cumpre mandados de prisão e busca na comunidade da Zona Sul 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Helicóptero da Polícia Civil sobrevoa a comunidade Dona Marta, em Botafogo, durante operação realizada na manhã desta terça-feira para cumprimento de mandados contra investigados por tráfico de drogas e associação criminosa — Foto: Custódio Coimbra RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 07:50 Polícia Civil realiza operação contra Comando Vermelho no Morro Dona Marta; tiroteios assustam bairros próximos A operação da Polícia Civil no Morro Dona Marta, Zona Sul do Rio, visa cumprir mandados contra 44 suspeitos do Comando Vermelho. A ação, que ocorre desde 5h30, provocou tiroteios e explosões ouvidas em bairros próximos. Apesar disso, colégios na área, como o Cruzeiro e o Andrews, mantêm aulas normais. A investigação, de 22 meses, busca desarticular a estrutura de tráfico na comunidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Colégio Cruzeiro diz que as aulas vão ocorrer normalmente, nesta terça-feira, na unidade de Botafogo, na Zona Sul do Rio. A informação foi passada pela secretaria da escola às 7h40. O Colégio Andrews, no Humaitá, também funciona normalmente. Uma operação da Polícia Civil contra integrantes do Comando Vermelho (CV) na comunidade Dona Marta, registrou intenso tiroteio desde as 5h30. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra suspeitos investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Durante a ofensiva, moradores relataram uma intensa troca de tiros e explosões, ouvidas também em bairros vizinhos como Humaitá, Laranjeiras e Copacabana. Segundo a corporação, a investigação identificou 44 integrantes da facção criminosa que atua na comunidade. Disparos no início da manhã Segundo testemunhas, os disparos começaram ainda nas primeiras horas da manhã. Fontes ouvidas pelo GLOBO afirmaram que pelo menos 22 viaturas da Polícia Civil estavam posicionadas na Praça Corumbá, em Botafogo, que estaria sendo utilizada como base da operação para concentração do efetivo e encaminhamento dos presos. Moradores também relataram uma sequência de tiros e explosões, além do sobrevoo de helicópteros policiais. “Foi muito tiro com bomba... loucura. Nunca escutei isso por aqui”, afirmou um morador. Outro disse que “nunca viu uma movimentação assim”. A operação também provocou reflexos no trânsito, com formação de fila de veículos na Rua São Clemente durante a manhã. Investigação de 22 meses De acordo com a Polícia Civil, a ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e cumpre ordens judiciais expedidas pela 26ª Vara Criminal da Capital. A investigação, iniciada há cerca de 22 meses, identificou uma estrutura voltada ao tráfico de drogas na comunidade, com atuação de dezenas de integrantes distribuídos em diferentes funções. Ainda segundo a corporação, foram identificados 44 suspeitos ligados ao grupo criminoso. As apurações apontam que a liderança da organização seria exercida por Ronaldo Pinto Lima e Silva, conhecido como Ronaldinho Tabajara ou R9, atualmente preso em um presídio federal de segurança máxima em Mossoró (RN), enquanto Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, seria responsável por comandar as atividades cotidianas da facção na comunidade. A Polícia Civil informou que o objetivo da operação é cumprir mandados judiciais, desarticular a estrutura da organização criminosa e reunir novos elementos para o avanço das investigações. Mais cedo, a Polícia Militar informou que não realizava operação própria na região. Operação Contenção De acordo com o balanço divulgado pela corporação, a Operação Contenção já resultou na captura de mais de 360 suspeitos e na morte de outros 137 em confrontos, além da apreensão de cerca de 480 armas — entre elas 190 fuzis — e mais de 51 mil munições.