De acordo com as investigações, ele é responsável por comandar as ações do Comando Vermelho na comunidade da Zona Sul do Rio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Agentes da DRE no Morro Dona Marta, em Botafogo — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 11:29 Líder do Comando Vermelho no Dona Marta escapa de operação policial no Rio Francisco Rafael Dias da Silva, conhecido como Mexicano, escapou de uma operação policial no Morro Dona Marta, Zona Sul do Rio, fugindo para uma área de mata. Mexicano é apontado como líder do Comando Vermelho na região, seguindo ordens de Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara, preso no Rio Grande do Norte. A operação visava cumprir 44 mandados de prisão e apreender drogas e armas, desestruturando a facção criminosa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, um dos principais alvos da operação desta manhã no Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, teria conseguido escapar do cerco policial fugindo em direção à uma região de mata, segundo o delegado Paulo Sabak, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). De acordo com as investigações, ele é responsável por comandar as ações do Comando Vermelho na comunidade, sob as ordens de Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara ou R9, que está preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Uma ex-mulher de Ronaldinho chegou a ser conduzida para a Cidade da Polícia, mas foi liberada. Ao todo, os agentes visavam a cumprir 44 ordens de prisão e 98 mandados de busca e apreensão. — Nós tivemos a informação e também monitoramos a evasão de criminosos tão logo as equipes policiais chegaram no terreno. A gente suspeita que a liderança máxima daquela localidade estava ali e conseguiu se evadir para a região de mata. Justamente por isso houve uma reação tão violenta por parte deles, que não esperavam que a Polícia Civil se faria presente naquela região, porque há muitos anos não havia uma operação ali. Eles sustentaram o máximo possível esse confronto para que as lideranças pudessem se evadir -- disse o delegado, confirmando que um dos chefes a quem se referiu era o Mexicano. Dos 44 mandados de prisão, 13 foram cumpridos, sendo que oito alvos já se encontravam presos, incluindo Ronaldinho Tabajara. Outros seis, que ainda não tiveram as identidades reveladas, foram conduzidos para a Cidade da Polícia — ao menos uma prisão teria sido em flagrante. Durante as ações as equipes fizeram ainda apreensão de drogas, armamento, peças de armas, munição, anotações do tráfico, celulares, bancas de drogas montadas com preços e anúncios. — Esse é um trabalho que a gente faz no sentido de desestruturar essa facção criminosa e o núcleo dela naquela região. Nossas investigações vão continuar. Existem outros elementos de prova agora que serão anexados aos autos principais, e a gente espera que todas as pessoas que exercem a criminalidade organizada sejam responsabilizadas criminalmente — frisou Saback. Ex seria intermediária de ordens A ex-companheira de Ronaldinho, que também não teve a identificação revelada, foi alvo de busca e apreensão. Na residência dela foram apreendidos documentos, celulares e veículo sem procedência comprovada. O delegado diz que as investigações apontam que ela seria uma das intermediárias das ordens de Ronaldinho. Depois de ouvida na delegacia, ela foi liberada. Sobre Mexicano, Sabak disse que ele é o segundo homem na hierarquia do tráfico no Dona Marta. Afirmou ainda que diversos procedimentos já apontaram sua vinculação com o Comando Vermelho: — Esse é um procedimento que conseguiu seu indiciamento e (pedido de) prisão, justamente porque houve uma verticalização nas provas. Nesse procedimento conseguimos mostrar que ele realiza a gerência do tráfico local e foi o responsável por aumentar o quantitativo de fuzis na região, que já há alguns anos possuía quatro ou cinco fuzis pelos criminosos e hoje a gente tem um mapeamento de ao menos 30, tanto que nossas equipes foram recebidas com intenso poder bélico por parte daqueles indivíduos. O delegado relatou o que foi realizado durante os quase dois anos de investigação, que teve como resultado a operação desta terça-feira. — Ao longo desse tempo nós monitoramos todo o tráfico de drogas naquela comunidade, identificamos diversos indivíduos e conseguimos construir o organograma do tráfico naquela localidade, que sofre com o domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho — disse. Saback citou ainda que pontos de venda de entorpecentes e de contenção, inclusive com a utilização de seteiras para a proteção de atividades criminosas, foram identificados pelos investigadores: — Também conseguimos fazer o monitoramento com imagens e vídeos de diversos indivíduos portanto armas de grosso calibre e alta energia, patrulhando a comunidade com fuzis ao lado de crianças, de idosos e de escolas em pleno funcionamento. Diante de todo esse material representamos no Judiciário pelas prisões cautelares, pelos mandados de busca e apreensão e o Poder Judiciário deferiu as medidas, aceitando nosso relatório e as razões que apresentamos. Conselheiro permanente do CV O delegado disse que as investigações apontaram que, mesmo preso, Ronaldinho consegue emitir ordens e direcionamento para que a atividade criminosa perpetue na comunidade. Essas ordens seriam executadas por Mexicano, que teria certa relevância dentro da facão criminosa. Ronaldinho, segundo o delegado, seria conselheiro permanente do CV e braço direito de Márcio dos Santos Nepomuceno, Marcinho VP, um dos chefes da facção, que também está preso. — Ele emite ordens e participa de deliberações gerais nessa organização criminosa, não só nesta localidade (Dona Marta), mas em outras, a exemplo de determinação de roubos e crimes patrimoniais em toda a capital fluminense -- afirmou o delegado.