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Nunca houve tantas famílias em Portugal, nem tanta gente a viver sozinha e por períodos tão longos. Entre 1991 e 2021, as famílias portuguesas encolheram, isto é, a dimensão média dos agregados familiares baixou de 3,1 para 2,5 pessoas. Esta diminuição, impulsionada pelo aumento das pessoas que vivem sós ou pelos casais sem filhos, “constituiu a principal explicação para o crescimento do número total dos agregados familiares”, que em 2021 atingiu uns recordistas 4,11 milhões, segundo os investigadores Jesús Garcia, Albert Esteve e Juan Galeano, para os quais as novas realidades familiares estão a intensificar não só a procura de habitação, mas também "de serviços sociais e de apoio económico”. Impõe-se, por isso, “um reforço da intervenção pública na prestação de serviços de apoio”.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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23 de junho de 2026