A cena é muito diferente das que se costumam repetir nas manhãs de domingo nas milhares de igrejas católicas espalhadas pelo Brasil.

Depois de um silêncio solene, o som de sinos e um cheiro forte de incenso anunciaram o início da missa das 9h na pequena capela da Fraternidade Sacerdotal São Pio X no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, no último domingo de Pentecostes, no fim de maio.

O padre entrou com seus diáconos pelo corredor principal carregando um turíbulo, um objeto de metal com correntes que ele balançava para frente e para trás, como uma espécie de metrônomo no ritmo das preces que recitava de forma melodiosa em latim.

Parou de frente para o altar e lá ficou por cerca de uma hora, os olhos voltados para o Jesus crucificado, as flores e os castiçais sobre o altar enquanto celebrava a cerimônia.

Atrás dele, casa cheia: com os bancos todos ocupados, os fiéis se amontoavam de pé nas laterais da igreja e nas escadas que davam para o mezanino do segundo andar. A maioria não precisava da ajuda dos livrinhos de traduções disponíveis no caixote na entrada para acompanhar as rezas em latim.