A gestora de private equity IG4 busca finalizar a aquisição do controle da produtora de açúcar e etanol Raízen até o final de março de 2027, condicionada à aprovação dos credores a sua oferta de compra, afirmaram executivos da IG4 à agência de notícias Reuters nessa segunda-feira (22).
A IG4 recentemente se tornou co-controladora da petroquímica Braskem, juntamente com a Petrobras, e agora quer adquirir o controle da Raízen, que há pouco tempo fechou um acordo de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, a maior recuperação extrajudicial da história do país.O objetivo da IG4 é garantir o controle da produtora de açúcar e etanol até a conclusão da reestruturação extrajudicial, prevista para o fim de março do próximo ano, mas essa meta ainda depende da aceitação da proposta da gestora por aqueles credores que consentiram em converter dívida em ações da Raízen, declararam os executivos.
O interesse pela Raízen se segue à recente venda de controle da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura) para o Grupo AD Ports por US$ 835 milhões , em parceria com o Grupo Macquarie, ao mesmo tempo em que cresce a atenção da IG4 ao setor de agronegócios.
"Começamos a olhar mais o agro, que apesar da pujança, tem sofrido", afirmou Hélio Novaes, CEO recém-nomeado da IG4.De acordo com Paulo Mattos, cofundador e presidente do conselho da IG4, a oferta não vinculante aos credores da Raízen oferece algumas opções, incluindo um pagamento em dinheiro, bem como a alternativa para credores que preferirem manter de alguma forma sua participação na Raízen recebendo quotas em um fundo da IG4.










