Vivemos um momento em que fugir das nossas responsabilidades deixou de ser uma escolha. Foi com essa convicção que aceitei estar na inauguração do Obama Center, e logo percebi que não se tratava apenas de financiar um programa. Eu me engajei em um movimento.

Um chamado de Michelle e Barack Obama para resgatar o espírito da liberdade americana e devolver vida à democracia de um país que influencia o mundo inteiro. Não por acaso, esse chamado nasce em Chicago, no South Side, onde Michelle cresceu e a família se formou —prova de que toda grande mudança começa pelo lugar a que pertencemos.

Não sou americana. Contudo, como cidadã no mundo, vi em cada solenidade do qual participei um espelho. A história de onde os Estados Unidos vieram, onde estiveram e para onde desejam ir revela perguntas que pertencem a todos nós.

Que futuro queremos construir? Onde desejamos estar? O que cada pessoa pode fazer pela própria comunidade para chegar lá?

Eu era a única representante da filantropia brasileira naquele espaço. Carrego essa responsabilidade com gratidão e o compromisso de transformar o aprendizado em algo maior para o nosso país. Levar a visão de uma nação do Sul Global para uma mesa dessas é parte do que entendo como dever de quem tem acesso.