Empresário do Brasil e dirigente de clube português foram acusados de envolvimento em esquema de imigração irregular em troca da promessa de assinatura de contrato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bola com bandeiras de países, incluindo Brasil e Portugal, presa na rede pendurada em um teto — Foto: Ana Soares/Unsplash/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 11:27 Empresário e ex-dirigente condenados por imigração ilegal de atletas O Tribunal de Aveiro, em Portugal, condenou o empresário brasileiro Anderson Lima e o ex-dirigente do Sport Clube Carqueijo, Florentino Vieira, a penas de prisão suspensas por envolvimento em esquema de imigração ilegal de jogadores brasileiros. Os atletas pagavam até € 4 mil para atuar em Portugal, mas eram deixados em condições precárias. O clube foi multado e as comissões recebidas serão revertidas ao Estado português. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal de Aveiro, em Portugal, condenou o empresário brasileiro Anderson Lima e Florentino Vieira, ex-dirigente do Sport Clube Carqueijo, a três e quatro anos de prisão por auxílio à imigração ilegal de jogadores e falsificação de documentos. A Justiça entendeu, no entanto, que a pena de prisão será transformada em sentença suspensa, cumprida em liberdade, de acordo com informações do “Jornal de Notícias”. Ambos foram acusados de envolvimento em um esquema de imigração ilegal de jogadores de futebol brasileiros para Portugal em troca da promessa de assinatura de contrato. O clube de Aveiro foi condenado ao pagamento de multa e as comissões financeiras recebidas pelo empresário brasileiros serão entregues ao Estado português. A transferência de jogadores seguia os mesmos parâmetros da imigração irregular que acontece em Portugal e em outros países da Europa. Os iludidos compraram as passagens aéreas e desembarcaram sem vistos, certos de que seriam recebidos com as condições de imigração e estrutura prometidas pelo empresário. Teriam desembolsado até € 4 mil (R$ 23 mil) para firmar o acordo, segundo a denúncia do Ministério Público. Alguns foram inscritos na Federação Portuguesa de Futebol. A realidade em Portugal era outra. Eram alojados em residência com nove pessoas, que dividiam um ou dois quartos e um banheiro. Dependiam de doações para alimentação. A juíza responsável pelo caso descreveu a situação dos jogadores, que, segundo ela, ficavam “na mão, sozinhos” e recebiam apenas “indiferença” das pessoas que prometeram o Eldorado. A defesa alegou desembarque com convite para atuação em esporte amador e que os jogadores decidiram permanecer. Teriam em vista a regularização por manifestação de interesse, que ainda era válida. Havia outro brasileiro suspeito de envolvimento, mas foi absolvido por falta de provas de auxílio à imigração ilegal, “um crime atualmente preocupante”, disse a juíza.
Brasileiro condenado por levar ilegalmente jogadores a Portugal
Empresário do Brasil e dirigente de clube português foram acusados de envolvimento em esquema de imigração irregular em troca da promessa de assinatura de contrato







