Amazon lançou no Brasil a Alexa+, versão mais esperta de sua assistente. Em setembro, deverá sair a nova Siri, da Apple 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Amazon lançou a Alexa+, que está em fase de testes — Foto: Bruno Romani/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 19:48 "Amazon Lança Alexa+ no Brasil em Meio à Concorrência com Siri" A Amazon lançou no Brasil a Alexa+, uma versão aprimorada de sua assistente pessoal, prometendo maior inteligência e funcionalidade. Em paralelo, a Apple prepara o lançamento de uma nova versão da Siri, prevista para setembro. Essas inovações destacam a evolução e a competição acirrada no mercado de assistentes pessoais digitais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na última quinta-feira, a Amazon enfim lançou no Brasil a Alexa+, versão mais esperta de sua assistente pessoal. Está em fase de testes, para regular quão bem se dá com o português. Qualquer um pode se inscrever para usar, seja no site da loja, seja no app de celular. Faz parte da assinatura Prime. Em setembro, deverá sair a nova Siri, da Apple, com o mesmo objetivo. Dar, enfim, fluidez às assistentes. A promessa é oferecer ficção científica. O computador da Enterprise, de “Jornada nas estrelas”. Você dá uma ordem falando como se conversasse com um ser humano. E as coisas acontecem: a luz acende na temperatura certa de cor, o ar-condicionado diminui, um Uber é chamado. O ChatGPT veio a público em novembro de 2022. Vai fazer quatro anos. Tanto ele quanto o Gemini são capazes de engatar em conversas longas e detalhadas faz mais de dois anos. Então por que nossas caixas de som inteligentes seguiram, essencialmente, burras? (Para muitos, na verdade pioraram em relação ao que eram inicialmente.) Quando nasceram Alexa, Google Assistente e Siri, mais ou menos ao mesmo tempo, a tecnologia havia conseguido resolver duas coisas bastante restritas: reconhecimento de voz e capacidade de sintetizar voz. Entendia o que ouvia, sabia falar. Não quer dizer que compreendesse. A falta de qualquer inteligência era resolvida limitando os comandos. Quem pergunta as horas é levado a um programinha específico que sabe responder isso e apenas isso. Como escreveu certa vez um analista, ouve qualquer coisa, mas sabe executar apenas 50 funções. O dono do aparelho que se vire para decorar a maneira exata de pedir cada uma. A inteligência já estava resolvida. Ocorre que as IAs que usamos alucinam. Inventam respostas, interpretam errado nossos pedidos. Na tela de um chat, não é grave. Mas, se a IA ligar o apetrecho doméstico errado, pode causar um estrago bem grande. Ou um prejuízo, estourar a conta de luz, vazar um segredo que ninguém deseja. A Alexa+ já está bastante funcional, é fluente em nossa língua — e simpática. Está bastante melhor, também. Sabe distinguir pela voz o comando “apaga minha luz de cabeceira”, acertando qual metade do casal fez o pedido. Põe na agenda certa o compromisso de quem mandou. De forma geral, é uma assistente da casa que vai começando a funcionar direito. Realmente abre as portas para um futuro de ficção científica. Não é, porém, o computador da Enterprise. Ainda se atrapalha, engasga, exige por vezes que se repita duas ou três vezes um mesmo pedido. O que nenhuma das companhias de IA tenta criar é uma assistente como a do filme Ela. No cinema, a IA se apaixona e seus usuários também. Os sistemas do mundo real têm sido ajustados cuidadosamente para oferecer calor e leveza sem qualquer indício de individualidade. Não demonstram emoção. A busca é por aquele bom humor sempre alguns tons abaixo do entusiasmo. Tudo cuidadosamente feito para que, na voz, nenhum incauto seja seduzido. É mesmo para ninguém ficar com a impressão de que conversa com gente. Envolvimento emocional é para ser evitado. A Alexa+ já está nos smartphones de quem obteve acesso, mas limitada ao app. Útil mesmo ela é em casa, nas caixas de som compatíveis. Em setembro, vem a nova Siri, para iPhones, iPads e computadores Macintosh. A assistente da Apple, conhecida como a pior do mercado, promete no futuro substituir todo clique na tela. Simplesmente peça ao smartphone algo, e ele faz. Mas não nascerá assim. Os apps, aos poucos, terão de se tornar compatíveis. Se Amazon e Apple entregarem o que prometem, aos poucos as telas serão cada vez menos necessárias. Andaremos com câmeras, microfones e alto-falantes pelo corpo — nas armações de óculos, em broches espetados na lapela, nos relógios, onde for. Esses equipamentos informarão a IA sobre quem está ao redor, sobre as conversas travadas, dados do ambiente que incluem temperatura, umidade, iluminação. E nos farão recomendações, nos ajudarão a memória. Seremos ciborgues. Simultaneamente cibernéticos e orgânicos. Talvez. Vamos querer? Como em qualquer IA, não é possível confiar em tudo o que Alexa+ nos responde, como não dará para acreditar em tudo o que a nova Siri fala. Mas mudou de patamar.
Assistentes pessoais mudaram de patamar
Amazon lançou no Brasil a Alexa+, versão mais esperta de sua assistente. Em setembro, deverá sair a nova Siri, da Apple
Amazon lançou Alexa+ no Brasil em testes; Apple lança Siri em setembro. Ambas usam LLM para conversas naturais em português, reduzindo comandos fixos. Marca transição voice-first e requer integração app + auditoria de alucinações para compliance com dados sensíveis.






