Os setores medtech e pharma são os que possuem melhores condições de explorar o mercado venezuelano e construir uma posição com risco mais controlado, segundo estudo da consultora L.E.K Consulting. Na outra ponta da pesquisa, óleo e gás, mineração, infraestrutura e private equity dependem ainda de avanços políticos, financeiros e regulatórios ainda incertos no país.
Medtech, abreviação em inglês de tecnologia médica, é setor que desenvolve ferramentas, equipamentos, softwares e dispositivos para a área de saúde. Pharma define empresas de desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos.
De acordo com a consultoria, os segmentos farmacêutico e de tecnologia médica têm características que os separam dos demais. Nunca estiveram bloqueados por sanções internacionais e exigem entrada inicial com menor volume de capital. Existe demanda após anos de escassez, embora o poder de compra dos consumidores e a reorganização do sistema de saúde ainda sejam pontos de interrogação.
Em janeiro deste ano, uma operação militar americana resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, abrindo uma transição política em que a sua vice, Delcy Rodríguez, ascendeu ao poder. A economia vinha de crescimento de 6% em 2025, segundo o Cepal, mas o país acumula mais de uma década de crises econômicas e convulsões políticas que resultaram em êxodo estimado em oito milhões de pessoas.












