A companhia conduz a construção de sete termelétricas para atender contratos conquistados em leilão de reserva de capacidade Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 26/06/2010A Origem Energia, empresa de extração e processamento de gás natural e geração de energia, pode ser vendida no segundo semestre de 2026 ou ainda fazer uma abertura de capital (IPO, na sigla em inglês), possivelmente em 2027, de acordo com fontes. A Origem tem praticamente o total de seu capital (96%) em fundos da Prisma Capital e o negócio chega ao mercado em meio a uma estratégia de saída total ou parcial de seu principal investidor. A Farallon Latin America é um dos cotistas do fundo da Prisma. O valor da transação ainda não está definido e os trabalhos ocorrem nesse momento em torno disso.PUBLICIDADEA empresa contratou o Bradesco BBI para avaliar alternativas estratégicas ao fundo e já há conversas com diversos interessados locais, como Âmbar Energia, braço do grupo J&F, e Eneva, do BTG Pactual, além de empresas estrangeiras interessadas em se posicionar no Brasil e fundos estratégicos e de private equity (investimentos em participações). Esse processo, de acordo com fontes, começou há duas semanas e avança na próxima semana com um non-deal roadshow, uma apresentação para investidores, em Nova York e em Londres para testar o apetite dos estrangeiros para um IPO.A companhia vive um momento de aceleração do crescimento, em que conduz projetos importantes, como a construção de sete termelétricas, e de expansão não orgânica. O investimento nessas usinas visa atender contratos conquistados no leilão de reserva de capacidade (LRCap) realizado em março deste ano e voltado para segurança energética. As usinas, que somam 370 megawatts (MW) de capacidade instalada, devem entrar em operação entre 2028 e 2029, impulsionando receita e Ebitda da companhia. Em 2025, a Origem gerou um Ebitda de R$ 746,7 milhões, crescimento de 55% em relação a 2024, conforme demonstrações financeiras que constam no site da empresa.Resultado operacional pode mais que dobrarDe acordo com fontes, esse número tende a mais do que dobrar em três anos dada a expansão com a entrada em operação das termelétricas. As estimativas são de que o Ebitda da Origem alcance entre US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) e US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões) a partir de 2029, quando as termelétricas estarão rodando.As usinas serão construídas próximas aos campos de produção de gás e a companhia ainda tem outro grande projeto em desenvolvimento, de construção de reservatórios para estocagem de gás, dando maior previsibilidade de fornecimento aos potenciais clientes. Para abastecer o mercado, a Origem está conectada à Transportadora Associada de Gás (TAG) e ainda é detentora de um terminal portuário em Maceió.PublicidadeA Prisma, que tem mais de R$ 15 bilhões em ativos, investiu na empresa no início de 2020, ainda quando se chamava Petro+. Após o aporte, a companhia comprou ativos da Petrobras e começou seu projeto de expansão. Procurada, a Origem preferiu não comentar. A Prisma e o Bradesco BBI não comentaram.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 19/06/2026, às 17:03A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.