Comandante teve atuação próxima a Fidel e Raúl Castro e foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma, marco inicial da Revolução Cubana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Valdés Menéndez, ao centro, entre o ex-vice-presidente José Ramón Machado Ventura (à esquerda) e o ex-presidente cubano Raúl Castro, durante a Marcha das Tochas em comemoração ao 170º aniversário do nascimento do herói nacional cubano José Martí, em Havana, em 27 de janeiro de 2023. — Foto: Foto por ADALBERTO ROQUE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 17:06 Morre Ramiro Valdés, ícone da Revolução Cubana, aos 94 anos Morreu aos 94 anos Ramiro Valdés Menéndez, figura emblemática da Revolução Cubana e criador do serviço de inteligência do país. Próximo a Fidel e Raúl Castro, Valdés foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma. Sua morte foi lamentada pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que destacou sua lealdade ao regime. Valdés ocupou cargos estratégicos, incluindo o Ministério do Interior, e teve papel central na consolidação do regime após 1959. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Morreu aos 94 anos Ramiro Valdés Menéndez, um dos nomes históricos da Revolução Cubana e responsável pela criação do serviço de inteligência do país. A informação foi confirmada neste domingo pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Em publicação na rede social X, o chefe de Estado afirmou que a morte do militar “dói profundamente” e comparou a perda à de um “pai”. Díaz-Canel destacou ainda a lealdade de Valdés à liderança dos irmãos Fidel e Raúl Castro ao longo de sua trajetória política e militar. Valdés integrava o grupo restrito de líderes cubanos que detinham o título de “Comandante da Revolução”. Ele também foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma, que partiu em 1956 do México em direção a Cuba e deu início à Revolução Cubana, ao lado de Fidel Castro e outros guerrilheiros. Durante a guerrilha contra o ditador Fulgencio Batista, Valdés atuou em posições de destaque no movimento liderado por Fidel Castro e teve ligação próxima com Ernesto “Che” Guevara, que comandava parte das ações revolucionárias. Após a tomada do poder em 1959, Valdés se tornou uma das figuras centrais do novo governo, ocupando o Ministério do Interior e sendo responsável pela criação do serviço de inteligência cubano, conhecido como G2. Membro do Partido Comunista de Cuba, ele permaneceu por décadas em funções estratégicas dentro do regime, sendo frequentemente visto em aparições públicas com uniforme militar. Nos últimos anos, apoiava o governo de Díaz-Canel, primeiro presidente cubano fora da família Castro desde a revolução. Segundo o cientista político Michael Shifter, do think tank Diálogo Interamericano, Valdés teve papel central no período mais duro da consolidação do regime cubano após 1959, marcado pelo confronto com grupos contrários à revolução.
Morre aos 94 anos Ramiro Valdés, um dos principais líderes da Revolução Cubana
Comandante teve atuação próxima a Fidel e Raúl Castro e foi um dos últimos sobreviventes da expedição do iate Granma, marco inicial da Revolução Cubana










