Ramiro Valdés, um dos primeiros colaboradores de Fidel Castro e considerado um herói da Revolução Cubana, morreu neste domingo (21) aos 94 anos, informou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel nas redes sociais. A causa da morte não foi informada.

Alto funcionário do governo durante décadas após a ascensão dos rebeldes de Castro ao poder em 1959, Valdés detinha os títulos honorários de "herói da República" e "comandante da revolução" e fez parte do poderoso bureau político do Partido Comunista Cubano até 2019.

Em uma publicação no X, Díaz-Canel disse que a morte de Valdés "dói profundamente, como a de um pai". "Até a vitória, sempre, comandante!", escreveu.

Nascido em 28 de abril de 1932, Valdés tinha apenas 21 anos quando lutou ao lado de Fidel Castro no ataque ao quartel de Moncada, que deu início à revolta de 1953 contra a ditadura de Fulgencio Batista.

Exilado com Castro no México, ele foi um dos 82 homens que navegaram no iate Granma até Cuba em 1956 para reiniciar a insurreição —e um dos 12 sobreviventes.