Nas redes sociais, Trump disse que atacaria o Irã novamente se o país não "impedisse imediatamente que seus REPRESENTANTES bem pagos no Líbano causasse problemas" Primeiras reuniões de alto nível entre representantes dos EUA, Irã, Qatar e Paquistão começaram neste na Suíca — Foto: Mohammed Anouti/AP As negociações na Suíça entre os Estados Unidos e o Irã continua, apesar de relatos da mídia iraniana de que os negociadores teriam deixado o local, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Dois veículos semioficiais iranianos afirmaram que Teerã tinha interrompido as conversas com os EUA após o presidente americano Donald Trump ter ameaçado novos ataques diante das ações do Hezbollah no Líbano. Contudo, os negociadores permaneciam engajados na Suíça, disseram as fontes, sob reserva. Enquanto as reuniões começavam neste domingo (21), Trump publicou nas redes sociais que atacaria o Irã novamente caso o país não "impedisse imediatamente que seus REPRESENTANTES bem pagos no Líbano causasse problemas". Ele também alertou o Irã de que os EUA poderiam começar a cobrar pedágio caso não houvesse acordo. Em entrevista à Fox News neste domingo, afirmou ter dito diretamente aos líderes iranianos que, se fecharem o Estreito de Ormuz, "vocês nem vão conseguir voltar" ao Irã, usando um palavrão. As primeiras reuniões de alto nível entre representantes dos EUA, Irã, Qatar e Paquistão haviam começado neste domingo no resort suíço de Bürgenstock, com a presença do vice-presidente americano JD Vance e do ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi, entre outros. Uma resolução para o conflito no Líbano será decisiva para o sucesso das negociações EUA-Irã na Suíça, segundo um oficial familiarizado com as discussões, que pediu para não ser identificado ao tratar de informações sensíveis. O conflito emergiu como um obstáculo central, com outras questões em foco sendo o Estreito de Ormuz, as sanções americanas e os ativos iranianos congelados, disse a mesma pessoa. As conversas entre as quatro partes começaram às 14h45 no horário local e deveriam continuar no domingo à noite. Os suíços mantêm o local disponível até a manhã de segunda-feira, permitindo que as negociações se estendam até então, se necessário. Israel, parceiro de Washington na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, tem travado uma campanha paralela contra o Hezbollah no vizinho Líbano. O Irã tem insistido consistentemente em vincular o conflito naquele país, que já matou milhares e deslocou mais de 1 milhão de libaneses, às negociações mais amplas com os EUA. Israel afirma que manterá tropas em suas fronteiras até ter certeza de que o Hezbollah, classificado como organização terrorista pelos EUA, não representa mais uma ameaça. As Forças de Defesa de Israel informaram que suas operações recentes têm como alvo uma rede de bunkers subterrâneos onde combatentes do Hezbollah estariam se refugiando.