Defendendo medidas como a deportação forçada de imigrantes, a volta do marco alemão como moeda e o uso de energia nuclear e do petróleo, a AfD (Alternativa para a Alemanha) cresce na Alemanha e pode vencer eleições regionais em setembro.
No bucólico estado de Saxônia-Anhalt, por exemplo, o apoio à legenda de extrema direita chega a 41% nas pesquisas de opinião, número que pode garantir um governo local sem a necessidade de coalizão com outros partidos.
Na opinião de um deputado estadual da AfD, essa expansão da sigla tem raízes na maneira como a Alemanha lida com seus imigrantes e com a sua economia —mas também está ligada à relação de seus moradores com o regime socialista que governou a região até os anos 1990.
"Na República Democrática Alemã (RDA) não havia possibilidade de acumular patrimônio como imóveis privados, ações e coisas do tipo. Ninguém tinha reservas financeiras", explica Gordon Köhler, vice-líder da bancada da AfD no parlamento estadual. Ele diz que, quando o regime caiu, as famílias no leste do país viveram uma grande transformação, perdendo empregos da noite para o dia.
"Quando converso com amigos dos estados ocidentais, eles frequentemente possuem uma rede de segurança financeira muito maior. Quem herdou três apartamentos ou cem mil euros em ações dos pais tem preocupações diferentes. Aqui, qualquer crise afeta as pessoas muito mais rapidamente".










