Cada um tem seu estilo: Tetê Pagodeira, com o gingado; Celynho Show, com o figurino e a dança de malandro; e Elvis Macedo, com o conhecimento precoce do trabalho de sambistas antigos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Na foto, o antigo frequentador Celio Roberto Justino, conhecido como Celinho Show — Foto: Leo Martins / Agencia O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/06/2026 - 18:51 Três Cariocas Icônicos Mantêm a Tradição do Samba Vivo no Rio A paixão pelo samba une três cariocas icônicos: Tetê Pagodeira, Celynho Show e Elvis Macedo. Cada um com seu estilo único, eles se tornaram figuras emblemáticas nas rodas de samba do Rio. Tetê, conhecida pelo gingado, Celynho pelo figurino de malandro, e Elvis pelo vasto conhecimento do samba tradicional, demonstram como o gênero musical é mais que entretenimento, é uma forma de vida e resistência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os versos “Eu nasci com o samba, no samba me criei / do danado do samba nunca me separei” foram escritos por Dorival Caymmi em seu clássico “O samba da minha terra”. Mas podem muito bem definir o estilo de vida de três cariocas que fizeram do brasileiríssimo gênero musical uma profissão de fé. Figurinhas fáceis nas rodas de samba — as melhores delas apontadas por um júri do GLOBO no último dia 12 —, eles se tornaram emblemas nesses eventos. Cada um tem seu estilo: Tetê Pagodeira, com o gingado; Celynho Show, com o figurino e a dança de malandro; e Elvis Macedo, com o conhecimento precoce do trabalho de sambistas de uma geração bem distante da sua. — O samba é tudo pra mim. Várias vezes mostrou que ele podia me manter de pé quando eu não tinha mais forças para isso. Não queria entrar nesse lado para não amolar, mas só de parentes enterrei 23 e, em vários momentos de tristeza, como quando recentemente sofri um acidente gravíssimo de moto e quebrei o fêmur, foi o samba que me levantou — testemunha o jovem de 22 anos, com nome de roqueiro, mas devotado ao samba de bambas como Wilson Batista, Geraldo Pereira e Noel Rosa, que viveram e morreram quando ele ainda não era nem nascido. Roqueiro só no nome O nome foi ideia do pai, um capitão de corveta da Marinha que gostava de Elvis Presley, mas ao mesmo tempo admirava Zé Ketti, Herivelto Martins, Ataulfo Alves, Jorge Veiga e Aracy de Almeida, a ponto de manter em casa uma coleção com mais de cinco mil discos desses e de outros artistas brasileiros do mesmo período. Foi por meio desse acervo doméstico que Elvis, aos 5 anos, teve o primeiro contato com o samba da melhor qualidade e se apaixonou pelo ritmo. Aos 15, aprendeu a tocar cavaquinho sozinho. Em 2023, resolveu levar o instrumento a sério e entrou numa aula de música. Em paralelo, passou a frequentar rodas de samba — a primeira foi a do Samba do Trabalhador, em 2022 — e não parou mais. Hoje em dia, quem quiser encontrá-lo é só dar uma passadinha nas rodas do Alfa Bar e Cultura, na Rua do Mercado; do Bip Bip, em Copacabana (esta com mais chance); e do Terreiro de Crioulo, em Realengo, entre tantas outras. Como preza pela qualidade, ele diz que vai, em média, a dez sambas por mês. Mas a regularidade com a qual é encontrado nesses eventos deixa a impressão de que o número está subestimado. — Elvis é um moleque novo, mas onde você pensar ele está — afirma Marquinhos de Oswaldo Cruz, para quem o jovem é talentoso e “toca como antigamente”. Elvis Macedo — Foto: Reprodução/redes sociais Elvis, que perdeu o pai ainda na infância, a mãe na adolescência e não tem irmãos, diz que o samba virou sua família. No dia a dia equilibra bandejas como garçom na filial do Bar da Frente, em Copacabana, onde mora. É essa atividade que consta na sua carteira de trabalho. Mas cada vez mais ele busca profissionalização como músico. Nas rodas, nem sempre está como espectador. Muitas vezes ocupa a mesa, dando canjas ou tocando por remuneração, o que já tem garantido renda extra. Seu maior orgulho é, através da música, ter passado a conviver com ídolos como Chico Buarque, Guinga e Moacyr Luz. Este último, por sinal, comanda uma das rodas preferidas do rapaz. — Há pelo menos cinco anos vou ao Samba do Trabalhador toda semana, mas sou apaixonado mesmo pela roda do Bip Bip, lá em Copacabana. É um lugar que mantém a tradição do samba, respeitando e reverenciando a música e os mestres, sem falar do repertório que vai de Paulinho da Viola a Paulo Vanzolini, de Dona Ivone Lara a Arlindo Cruz. Um malandro na roda Vestido a rigor como a entidade Zé Pelintra, para uns, e como típico malandro carioca, para outros, Célio Roberto Justino, o Celynho Show, de 56 anos, chama atenção nas rodas de samba pelo figurino: o terno branco sempre impecável, com gravata vermelha e lenço da mesma cor no bolso. Nos pés, o sapato bicolor (branco e vermelho). O chapéu branco, com uma faixa igualmente rubra, completa o vestuário. A bengala é o charme extra que ajuda na coreografia. — Aos 10 anos começou essa minha paixão pelo Zé Pelintra e a malandragem. Gostava de chapéu, terno e sapato brancos, mas não entendia o motivo. Ficava dançando na frente do espelho com as roupas do meu avô — conta. O samba entrou na sua vida aos 16 anos, quando passou a desfilar como mascote pela Acadêmicos do Engenho da Rainha, escola do bairro onde nasceu e que atualmente disputa a Série Prata, na Intendente Magalhães, em Campinho. Foi daí que pegou os trejeitos de malandro. As rodas de samba vieram logo em seguida. Iniciou-se nas da Lapa, que nos anos 1980 ainda não eram tantas como hoje. Depois, foi desbravando outros bairros. — Renatinho Partideiro, que era meu vizinho, me apresentou ao Cacique de Ramos e virou programa de todos os domingos. Depois descobri o Pagode da Tia Doca, em Madureira, e passei a dividir a preferência entre os dois — afirma o ex-funcionário do Clube de Aeronáutica, que garante ir a 30 rodas por mês, média de uma por dia. Atualmente, o Samba do Trabalhador, no Andaraí, as rodas do Armazém do Senado, no Centro, e as da Gamboa disputam a preferência de Celynho, que, mais do que espectador, virou também atração em algumas delas. Ele costuma ainda ser contratado para levar a sua dança de malandro a festas de aniversário e a terreiros de cultos afro-brasileiros, além de rodas dedicadas a Zé Pelintra, em especial fora do Rio de Janeiro. O molejo também fez a fama de outra figurinha carimbada das rodas de samba cariocas. Franzina, de cabelos brancos e óculos de grau, Tereza Cristina Gonçalves, de 68 anos, se divide entre a criação de dois netos, de 12 e 15 anos, e os pagodes da vida. Um vídeo gravado de forma despretensiosa, trazendo imagens dela dançando com a irmã, em uma festa de família, foi publicado nas redes sociais e imediatamente alcançou a marca de 60 mil visualizações. Bastou para animá-la a fazer mais postagens. Nascia ali a personagem Tetê Pagodeira, como a idosa passou a ser conhecida na internet. Fama nas redes A sambista, que ficou popular em Campo Grande, na Zona Oeste, onde mora, se orgulha de um dos vídeos em que aparece — ao lado do músico Chacal do Sax — ter sido visto por mais de oito milhões de pessoas. Uma delas foi a rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, que repostou a imagem. A soberana da verde e rosa se encantou com o gingado da veterana. “Nota 10 pra ela exalando ancestralidade, amor e toda a força do nosso samba!”, elogiou no post. Dona Tetê se apaixonou pelo samba ainda nova, quando desfilou pela Lins Imperial, escola de samba da região onde nasceu, o Complexo do Lins. Com duas crianças pequenas para criar, resultado de dois relacionamentos que duraram pouco, ela confessa ter dado uma sossegada. Mas, depois de se aposentar pela prefeitura, onde trabalhou como gerente de pessoal, e com os filhos crescidos, resolveu voltar à batucada. — Tem gente que se aposenta e vai procurar uma atividade qualquer para preencher o tempo. Eu escolhi o samba — diz, soltando uma deliciosa gargalhada. Dona Tetê. “O samba é meu alicerce” diz a avó de 68 anos — Foto: Geraldo Ribeiro Ela faz tanto sucesso nos sambas que já virou madrinha de três rodas. São justamente as que mais gosta de prestigiar: Samba da Feira, de Campo Grande, Batuque de Favela, de Realengo, e Quintal da Cris, na Vila da Penha. — O samba é meu alicerce. Minha base de apoio. Quando danço, esqueço de tudo de ruim. É a melhor terapia — define.
Cariocas que são ícones populares das rodas de samba: conheça Celynho, Elvis e Tetê, movidos por paixão e fidelidade ao batuque
Cada um tem seu estilo: Tetê Pagodeira, com o gingado; Celynho Show, com o figurino e a dança de malandro; e Elvis Macedo, com o conhecimento precoce do trabalho de sambistas antigos
Questo articolo non rientra nel perimetro editoriale di Warptech Tech News. È un pezzo di cronaca culturale su icone del samba a Rio de Janeiro — senza dati tecnici, trend di mercato, implicazioni per manager IT/CTO o decisioni di stack/budget. Non ha senso farne un riassunto per la testata. Conviene rifiutarlo prima dell'extraction. Vuoi che verifichi se è entrato per errore nella pipeline scraping, o c'è un motivo specifico per cui dovrebbe coprire samba/cultura?








