O time oficial reuniu 50 bambas, entre sambistas, produtores culturais, jornalistas, profissionais do mundo do samba e influenciadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PH Mocidade, comanda roda do Terreiro do Crioulo: roda de Realengo foi a mais votada — Foto: Marina Calderon RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 20:13 "Terreiro de Crioulo lidera ranking das melhores rodas de samba do Rio" O jornal O GLOBO divulgou o ranking das melhores rodas de samba do Rio de Janeiro, baseado na opinião de 50 especialistas, incluindo sambistas e jornalistas. O Terreiro de Crioulo conquistou o primeiro lugar, celebrado por sua resistência e conexão com as raízes do samba. Em segundo, o Samba do Trabalhador, conhecido pelo carisma de Moacyr Luz. Leitores podem criar suas próprias listas, compartilhando-as online. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A votação do GLOBO que definiu as melhores rodas de samba da cidade refletiu o gosto pessoal dos jurados, portanto, não é uma lista definitiva. Tanto que numa ferramenta interativa, os leitores e internautas poderão montar sua própria relação de favoritas. O time oficial de jurados reuniu 50 bambas, entre sambistas, produtores culturais, jornalistas, profissionais do mundo do samba e influenciadores. Aqui, alguns justificam seus votos e explicam porque a roda escolhida é a sua favorita. Para o cantor e compositor Arlindinho o Terreiro de Crioulo, que cravou entre suas favoritas é um símbolo de resistência. Pelo regulamento, ele não pôde votar na sua roda Arlindinho das Antigas — que ficou entre as dez mais votadas. — O Terreiro de Crioulo representa a resistência do samba de raiz, do samba antigo. Se o samba é uma religião, podemos dizer que o terreiro de crioulo é um culto. Já fizemos algumas coisas juntos e também já participei em alguns eventos deles. A energia e a ancestralidade do samba com certeza está ali com eles — justifica Arlindinho. José Reinaldo Marques, curador da FliSamba, cravou a campeã Terreiro de Crioulo, como sua favorita. Ele elogia a escolha de repertório, que seja nas composições mais antigas ou as mais recentes privilegia sempre o melhor time de sambistas do país. Ele elogia também o ambiente da roda, que se apresenta num quintal em Realengo que, segundo diz, traz uma sensação de pertencimento: —A cada apresentação, o grupo toca o que há de melhor no repertório do samba. Tanto as obras mais antigas quanto composições mais recentes, mas sempre composições do melhor time de sambistas do país. Também acho que o ambiente nos dá a sensação de pertencimento. É um clima que nos remete à memória e à ancestralidade do samba e a sua identidade forjada nas matrizes das culturas africanas, através do canto e da dança do samba — explica. Ele votou também no Samba do Trabalhador, que ficou em segundo lugar. Na sua opinião o sucesso da roda se deve ao espírito empreendedor e visionário do músico Moacyr Luz, aliado à aura do Clube Renascença, no Andaraí, onde a roda acontece todas das segundas-feiras. Ela lembra que o local sempre teve tradição de samba e nos anos 1970 reuniu um time de bambas numa roda que contava em seu elenco com Xangô da Mangueira, Preto Rico, Roberto Ribeiro e tantos outros. — O Samba do Trabalhador tem duas coisas: uma é a capacidade do Moacyr Luz como artista, empreendedor e visionário que viu o momento de criar essa roda e foi para o lugar certo, que é o Clube Renascença, que foi protagonista da maior roda de samba que existia no País, que era realizada nos anos 1970, com a participação de Xangô da Mangueira, Preto Rico, Roberto Ribeiro, o pessoal da Portela, da Imperatriz e tantos outros. Então juntou essa capacidade empreendedora do Moacyr Luz com o ambiente do lugar. Tudo que se faz de bom no Renascença acontece, o lugar tem essa tradição do samba e precisava resgatar esse protagonismo — analisa. A roda favorita do escritor Marcelo Moutinho é a do Bip Bip em Copacabana. Na sua opinião o minúsculo bar que recebe músicos e convidados de primeira para um dos melhores sambas da cidade é não só um lugar para ouvir boa música, mas também um local de encontros. — O Bip Bip é uma referência incontornável quanto se trata de roda de samba. Não só pela história de respeito aos músicos e à música brasileira, mas também pelo sentido de comunidade que criou. É um lugar aonde vamos para ouvir samba, mas também para encontrar, seja com o outro, seja com nós mesmos — afirma ao justificar o voto na roda que empatou na nona colocação com a Gloriosa. O escritor, um assíduo frequentador das rodas, também votou no Samba do Trabalhador, a segunda colocada, e no Terreiro de Mangueira, que ficou em quarto lugar: — O Samba do Trabalhador é uma experiência quase catártica. Reúne gente de todo canto da cidade, e o canto coral da multidão reitera essa que é uma das características das melhores rodas de samba: o sentido de coletividade. Já o Terreiro de Mangueira se destaca pelo repertório que passeia pela história do samba, de clássicos como Candeia e Cartola, passando por Dona Ivone Lara e Roberto Ribeiro, até chegar à turma revolucionária do Cacique de Ramos. E o mais bacana é que não se limita aos grandes sucessos, abrindo espaços para sambas menos conhecidos — justifica. O ranking do GLOBO está disponível em uma ferramenta on-line, mas cada leitor pode criar seu próprio top 10, selecionando suas rodas de samba favoritas. Esse resultado ainda pode ser compartilhado nas redes sociais. Conheça as cinco mais bem colocadas Na votação do GLOBO, o primeiro lugar coube ao Terreiro de Crioulo, roda surgida há 14 anos em um quintal de Realengo, na Zona Oeste, com capacidade para receber até 1.200 pessoas. A roda atrai público de diferentes regiões da cidade e, com o sucesso, passou a se apresentar em outros locais, inclusive fora do Rio. Considerada também a roda carioca mais preta, seus tambores ecoam ancestralidade em chão de terra batida que remete à África. A segunda roda mais votada, o Samba do Trabalhador, surgiu de uma maneira despretensiosa há mais de duas décadas no Clube Renascença, no Andaraí. A ideia inicial era promover um encontro descontraído de músicos nas tardes de segundas-feiras, tradicionalmente dia de folga para essa categoria profissional. Deu tão certo que, 21 anos depois, virou programa obrigatório de cariocas e turistas. A medalha de bronze coube a uma roda comandada pela dupla Mosquito e Inácio Rios, dois dos sambistas mais respeitados de sua geração: a Encontro Casuais. Há pouco mais de dez anos, os dois amigos resolveram unir seus talentos e desde então lotam o Beco do Rato, na Lapa, nas noites de quinta-feira. A roda é marcada por improviso, convidados surpresa e forte interação com o público. O Top 5 é completado pelo Terreiro de Mangueira e pelo Samba da Volta. A primeira roda surgiu há cerca de sete anos numa laje da Rua Visconde de Niterói, na subida da Mangueira. O crescimento se deu à base do boca a boca e ganhou impulso depois de uma visita feita pela sambista Teresa Cristina. Bastou um comentário elogioso da cantora e compositora nas ruas redes sociais para tornar o espaço um dos mais disputados da cidade.
Saiba quais são as rodas de samba favoritas de alguns dos jurados e veja o que elas têm de especia
O time oficial reuniu 50 bambas, entre sambistas, produtores culturais, jornalistas, profissionais do mundo do samba e influenciadores







