PUBLICIDADE Votação feita por bambas apontam eventos que valem a pena serem conhecidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Terreiro de Mangueira: roda criada há sete anos numa laje ganhou destaque e merece uma visita — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 18:43 Especialistas Elegem as Melhores Rodas de Samba do Rio de Janeiro O GLOBO reuniu 50 especialistas do samba para eleger as melhores rodas de samba do Rio. Entre os destaques estão o Terreiro de Mangueira, que ganhou projeção após elogios de Teresa Cristina, e o Terreiro de Crioulo, aclamado em Realengo. A Fruta do Pé, conhecida pelo protagonismo preto, e o Catumbi 27, famoso por sambas de terreiro, também figuram na lista. O tradicional Pagode da Tia Gessy e a roda da Rosalinas na Penha merecem visita. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com mais de 150 rodas, pelos números oficiais que estão defasados — ou 250 pelas estimativas extra-oficiais —, o que não falta é lugar no Rio para apreciar um bom samba. A votação do GLOBO, que reuniu um time de 50 bambas, entre sambistas, produtores culturais, jornalistas, profissionais do mundo do samba e influenciadores para elencar as suas favoritas, acabou dando origem a uma lista bem diversa, com vários nomes que são verdadeiros achados. Umas começaram a se destacar só recentemente, como é o caso do Terreiro de Mangueira, realizada numa laje na Visconde de Niterói, que ficou em quarto lugar na votação. A roda, criada há sete anos, passou a ficar conhecida depois de uma visita da cantora Teresa Cristina, que fez uma postagem nas suas redes sociais elogiando o evento. Bastou para começar a ser procurada por gente de toda a cidade, fazendo a laje ficar pequena para tanto público. Mesmo assim, o ambiente segue intimista e interativo. É um espaço onde é possível ouvir Candeia, Zé Keti, Wilson Moreira, Noel Rosa, Almir Guineto e outros maiorais. E cantar junto. — O que não mudou foi a nossa essência nem o nosso repertório. Continuamos fazendo o nosso samba sem grandes ambições — analisa Valmir Ferreira Marques, um dos organizadores da roda. Sétima colocada no ranking do GLOBO, a Fruta do Pé tem ganhado destaque na internet e furado a bolha com vídeos postados em suas redes sociais, mostrando que vale a pela se deslocar até Campo Grande, na Zona Oeste. Promovida pelo Centro de Cultura Fruta do Pé, a roda com o mesmo nome acontece foca no protagonismo preto e na cultura ancestral. —Como é bom frequentar as rodas de samba do Fruta do Pé, não perco nunca. Quem não conhece não sabe o que está perdendo — comentou Cleiton Damasceno, de 28 anos, morador da Vila Kennedy. O Catumbi 27 é outra roda que vale a pena conhecer. É uma boa opção para quem quer fugir do óbvio e está cheio de ouvir sempre os mesmos sambas. O foco são os sambas de terreiro, com recorte de músicas entre as décadas de 1920 e 1970. Ela não tem um local nem data fixa para se apresentar. —Pena que ela não se apresenta com tanta assiduidade e a gente precisa ficar pescando nas redes sociais onde eles vão estar — reclama o técnico de radiologia Gustavo Peixoto, de 38 anos, morador do bairro de Fátima. Uma das rodas mais antigas e tradicionais do Rio, com quase cinco décadas de história, o Pagode da Tia Gessy já viveu dias de glória. Era frequentada pela nata do samba. Almir Guineto, Beth Carvalho e Jovelina Pérola Negra eram assíduos. Atualmente, Xande de Pilares é um dos frequentadores famosos. Ainda comandada por Gessy Soares Machado é daquelas imperdíveis e que valem a pena conhecer se o interesse é pelo samba de raiz de melhor qualidade. Fica no Cachambi. Também vale uma visita a roda de samba da Rosalinas se apresenta na Batuq, na Penha! O projeto foi criado e idealizado por um grupo de mulheres pretas, num ambiente seguro e acolhedor. A estrutura é pensada para receber famílias e mães com seus filhos. Igualmente merecem ser visitados o Mapa da Mina, roda de Irajá que privilegia um reportório que atravessa gerações, com samba de bambas como Luiz Carlos da Vila. A roda, que tem um ambiente intimista e familiar, e acontece aos sábados e domingos, com entrada é gratuita até 14h.