PUBLICIDADE Atriz de 65 anos também foi homenageada com o prêmio Woman In Motion, durante o Festival de Cannes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A atriz Julianne Moore — Foto: Getty Images RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 16:46 Julianne Moore é premiada em Cannes e reforça sororidade no cinema Julianne Moore, homenageada com o prêmio Woman In Motion no Festival de Cannes, destacou a importância da sororidade no cinema. Aos 65 anos, a atriz reflete sobre mudanças na indústria após o movimento #Metoo, ressaltando a crescente presença feminina e a união entre atrizes. Moore também compartilhou suas experiências pessoais e profissionais, além de investir em novos talentos e projetos inovadores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Liv, a filha mais nova da atriz Julianne Moore com o diretor diretor Bart Freundlich, voltava de uma viagem de avião quando a companhia aérea lhe ofereceu um upgrade. “Ela ficou chocada e me disse: ‘Mãe, só tinha homens na classe executiva!’. Ao que respondi: ‘Bem-vinda ao meu mundo’”, contou a americana, de 65 anos, durante o Festival de Cannes, onde foi homenageada com o prêmio Woman In Motion, criado pelo grupo Kering para celebrar talentos femininos à frente e atrás das câmeras. Segundo a atriz, a filha, hoje com 24 anos, nunca havia estado em um ambiente onde não houvesse pelo menos 50% de representatividade feminina. “À medida em que essas jovens chegam à idade adulta, começam a refletir sobre isso. Temos que dar toda a educação e apoio que pudemos oferecer para que, finalmente, entendam o que queríamos para elas, e para o que estávamos tentando prepará-las.” O prêmio funciona como plataforma para personalidades compartilharem suas visões sobre a presença feminina em suas áreas de atuação, o que estimula Julianne a falar de experiências pessoais dentro do mercado audiovisual. Ela lembra, por exemplo, que estava filmando “Suburbicon — Bem-vindos ao paraíso” (2017), comédia dirigida por George Clooney e coestrelada por Matt Demon e Oscar Isaac, quando Hillary Clinton perdeu as eleições presidenciais para Donald Trump, em novembro de 2016. “Olhei em volta e percebi que as únicas mulheres no set éramos eu e a terceira assistente de câmera, uma jovem de 24 anos. Ficamos devastadas com a notícia da derrota. Eu disse: ‘Olhe ao nosso redor. Somos as únicas aqui!’. Foi chocante”, recorda a vencedora do Oscar por “Para sempre Alice” (2014). Julianne afirma que, quando começou na carreira artística, não era comum ver mulheres nas equipes de filmagens, mas percebe mudanças graduais desde a explosão do movimento #Metoo. “Hoje há mais diretoras, roteiristas e outras mulheres dentro de uma produção. Entre as atrizes, o sentimento de união aumentou. Elas são minhas amigas, estamos sempre juntas. Antigamente, havia muita competição. Mas há uma aliança, um sentimento de admiração mútua pela força de cada uma.” O sentimento, alías, emergiu em “As horas” (2002), longa de Stephen Daldry, inspirado em romance de Virgínia Woolf, no qual dividiu a tela com Nicole Kidman e Meryl Streep. “ A conexão que eu Nicole e Meryl sentimos é algo que toda mulher sente quando observa a experiência de vida de outras como ela.” Em 40 anos de carreira, Juliane encarnou inúmeros tipos femininos, desafiando expectativas, como fez com a veterana atriz pornô que luta pela guarda do filho em “Boogie nights — Prazer sem limites” (1997) ou a mãe sobrecarregada com a criação dos filhos e a homossexualidade do marido em “Longe do paraíso” (2002). Os diretores para os quais a atriz colabora são unânimes sobre sua capacidade de se transformar em qualquer personagem. “Além do talento extraordinário para o drama e para a comédia, ela tem uma presença física que lhe permite interpretar qualquer papel, e com a mesma intensidade”, elogiou o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que a dirigiu em “O quarto ao lado” (2023), no qual contracena com Tilda Swinton. “Julianne sabe ouvir e tem uma voz grave fantástica. Deveria investir também no canto”, elogiou à época. Filha de uma assistente social escocesa e de um juiz militar americano, a atriz teve uma infância nômade, passada em mais de 20 endereços diferentes entre os EUA e a Alemanha. Foi nessa época que se iniciou na arte da adaptação: em cada nova cidade, observava como os vizinhos e os colegas de escola se comportavam, numa tentativa de se enturmar. Nesse período, começou a se identificar com as artes, primeiro a partir da leitura. “Eu não era ligada a esportes e não era boa o suficiente para a dança, e não havia nada mais intenso do que mergulhar em um livro, e saber que outras pessoas se sentiam da mesma forma que eu. Descobri que podia aplicar essa sensação ao clube de teatro da escola e, depois, na vida profissional”, contou a atriz. “Então, de repente, você se vê, adulta, trabalhando com uma coisa que fazia quando criança, que é criar com outras histórias sobre o que significar ser um ser humano, o que significa estar vivo.” Mesmo hoje, Julianne surpreende com novas iniciativas. Uma delas é estimular novos talentos, como quando se envolveu como produtora executiva do curta-metragem “Two people exchanging saliva”, da dupla Natalie Musteata e Alexandre Singh (2024), vencedor do Oscar. “Fiz isso por prazer, queria apoiá-los, dar visibilidade a uma trabalho ótimo.” E, quando ninguém estava esperando, envolve-se em uma comédia musical dirigida e coestrelada por Jesse Eisenberg, ainda sem título. “Consigo contar nos dedos da mão os roteiros que li e me deixaram eletrizada, e esse foi um deles. É a história de uma pessoa que encontra o lugar onde se sente valorizada que, por acaso, é o teatro comunitário”, conta a atriz, que educou os filhos, Liv e Caleb, a priorizar a ética no trabalho. “Sempre digo: ‘Estejam preparados, tenham confiança no que fazem’. Eles sabem que cresceram em um mundo patriarcal, mas foram educados de uma forma que, espero, os ajudará a promover a igualdade de gênero.”
Julianne Moore fala sobre descoberta da sororidade entre mulheres no cinema: 'É uma aliança mútua'
Atriz de 65 anos também foi homenageada com o prêmio Woman In Motion, durante o Festival de Cannes
Julianne Moore, aos 65 anos, recebeu o prêmio Woman In Motion em Cannes e reforçou o crescimento da sororidade e representatividade feminina no cinema. A presença crescente de diretoras, roteiristas e produtoras reflete transformação estrutural que torna igualdade de gênero um diferencial competitivo.








