Movimento Brasil Competitivo elenca sete prioridades sensatas para o Brasil dar um salto de desenvolvimento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Em tempos de polarização política, é bem-vinda a iniciativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC), grupo formado por empresas e entidades empresariais, de apresentar uma agenda comum para o futuro do Brasil. A busca por um consenso mínimo na área econômica parte de três metas ambiciosas para os próximos quatro anos: aumentar a taxa de investimento dos atuais 17% para 20%; reduzir os custos de produzir e fazer negócios; e saltar da 65ª para a 30ª posição no ranking de competitividade do International Institute for Management Development (IMD) — na última edição, o país sofreu queda de sete posições. No documento “Compromisso para um Brasil competitivo”, o MBC lista sete prioridades. A primeira é promover o equilíbrio fiscal de longo prazo e o aperfeiçoamento do sistema tributário, com foco em sustentabilidade das contas públicas, eficiência econômica e segurança jurídica. A própria equipe econômica reconhece que o endividamento público não pode continuar a crescer no ritmo atual. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá fechar seu terceiro mandato tendo expandido a dívida pública em 10 pontos percentuais do PIB. Com a piora da saúde fiscal, as taxas exigidas pelos investidores para comprar títulos de longo prazo do governo estão perto de 10% acima da inflação projetada. Tal rumo não é sustentável. A segunda prioridade é simplificar regras para garantir previsibilidade ao ambiente de negócios. De acordo com o MBC, o país tem 132 órgãos regulatórios e produz diariamente cerca de 900 normas apenas no Executivo federal. Tal cipoal impõe elevado custo de conformidade e gera insegurança jurídica. Em relação ao mercado de trabalho, o documento propõe aumentar de 21,5% para 35% a parcela dos alunos do ensino médio em cursos profissionalizantes, reduzir o número colossal de processos trabalhistas e diminuir a taxa de informalidade da economia. No setor de energia, o texto constata que o país tem matriz de geração majoritariamente renovável, mas a custo alto. Entre as propostas, defende “restabelecer a lógica econômica no setor elétrico, garantindo geração competitiva, eliminando contratações obrigatórias, com leilões sem reservas de mercado para fontes específicas e [assegurando] preços que efetivamente reflitam os custos para oferta e contratação de energia”. Sem enfrentar a ilegalidade e a insegurança, o país também não terá como melhorar. “Mercados ilegais movimentam bilhões de reais anualmente e provocam perdas tributárias, concorrência desleal e aumento da informalidade”, diz o documento. Pirataria, falsificação e contrabando geram sonegação fiscal e competição desleal. Outro desafio é promover a transformação digital com a adoção de inteligência artificial como vetor de competitividade e eficiência na digitalização do Estado. Na lista de propostas do MBC, faltou mencionar uma questão essencial: será determinante para o aumento da competitividade brasileira abrir a economia à competição internacional. Em meio a tantos desafios, o item foi deixado de lado na lista do MBC, mas não deveria ser ignorado no programa dos candidatos.
Agenda econômica comum merece atenção na eleição
Movimento Brasil Competitivo elenca sete prioridades sensatas para o Brasil dar um salto de desenvolvimento
Simplificação normativa (900 normas/dia, 132 órgãos), equilíbrio fiscal e AI: MBC propõe elevar competitividade IMD de 65º a 30º. Caos regulatório paralisa stack de CTOs; redução de compliance é essencial para investimento tecnológico sustentável.






