A perda de Raphinha é o sexto golpe sentido por Carlo Ancelotti para compor o lado direito da seleção. Lembre-se de que seu primeiro lateral foi Vânderson, que saiu das convocações por lesão.

Militão virou opção e se machucou em março, Wesley era o titular e virou desfalque em Cleveland, contra o Egito. Na ponta, Rodrygo era uma ideia e se lesionou. Estêvão, titular e artilheiro da equipe, teve ruptura do músculo em abril.Agora, Raphinha, na primeira partida em que foi ponta-direita. O desfalque derruba duas premissas de Ancelotti. A primeira, a de que poderia imitar o Brasil de 1994, com nove operários para dois artistas brilharem. Os astros eram Bebeto e Romário, autores de oito dos 11 gols.

Raphinha e Vini Jr não são iguais, mas no futebol atual podem ser os diferenciais de uma equipe trabalhadora. Sem Raphinha, isso se perde.

A segunda premissa é mais recente, criada a partir do corte de Wesley, do fracasso de Ibañez como lateral e da certeza de que Danilo não pode oferecer a profundidade que Wesley ofereceria. Sem essas possibilidades, Ancelotti inverteu o eixo do time. Prendeu Danilo na saída com os zagueiros e soltou Douglas Santos como lateral ofensivo, um ponta quando o Brasil tem a bola.Raphinha tornou-se o ponta pela direita. Sem ele, o técnico terá de encontrar uma solução em Rayan, Luiz Henrique ou Martinelli.