As ações preferenciais da Petrobras fecharam em R$ 38,80 nesta sexta-feira (19), acumulando queda de 5,93% na semana que foi marcada pelo anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã no contexto da guerra no Oriente Médio.
A desvalorização acentuada dos papéis da petroleira seguiu o tombo do barril de petróleo no exterior. O Brent, referência internacional, caiu 8% na semana e ficou cotado a US$ 80–ainda abaixo do patamar pré-guerra, em torno de US$ 70, mas bem abaixo do pico atingido em abril, de US$ 118.
A correlação entre os papéis da petroleira e o movimento da commodity é natural, reforçam analistas ouvidos pela Folha. E, justamente por esse motivo, os dias à frente ainda devem guardar volatilidade para quem tem Petrobras na carteira.
"Apesar da baixa recente do petróleo, relacionada à expectativa do livre tráfego pelo estreito de Hormuz, ainda é muito cedo para falar em mudança de cenário. O risco continua alto", diz Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil.
O memorando de entendimento entre Teerã e Washington foi assinado digitalmente no começo desta semana. Entre os pontos acordados, o texto delimita a completa liberação do estreito.













