Ministro disse em 2022, a União transferiu R$ 6,8 milhões para MG e, na gestão Lula, os valores ultrapassam R$ 10 bilhões Ministro da Saúde, Alexandre Padilha — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil As cerimônias de anúncio de investimentos de R$ 89,3 milhões no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, e de inauguração do Hospital Universitário Regional da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Divinópolis (MG), foram marcadas por críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-governador Romeu Zema (Novo), feitas sobretudo pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, apresentou-se de maneira mais informal, tirando fotos, conversando e abraçando o público durante as cerimônias. Nos dois eventos, o presidente interagiu com crianças após discursar. Lula fez discursos defendendo investimentos na saúde e na educação, citando programas como o Agora Tem Especialistas, Farmácia Popular, Pé de Meia e Desenrola Fies. Padilha adotou tom mais crítico em seu discurso. Sem citar Bolsonaro nominalmente, fez referência ao ex-presidente em suas críticas. "Vimos presidente da República fazendo propaganda de remédio que não funciona, querendo acabar com o Mais Médicos, presidente chamando universidade federal de 'balbúrdia'. Quero ver se esse presidente, se um dia sair de onde está, vai ter coragem de vir aqui neste hospital, de uma universidade federal", afirmou Padilha. O ministro acrescentou que, em 2022, durante o governo Bolsonaro, a União transferiu R$ 6,8 milhões para Minas Gerais. Na gestão Lula, os valores ultrapassam R$ 10 bilhões. Padilha também fez críticas ao ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo). O Hospital Universitário Regional da Universidade Federal de São João del-Rei foi construído com recursos do acordo de reparação da Vale pelo rompimento da barragem de Brumadinho. Os recursos foram geridos pelo governo de Minas Gerais. Em janeiro deste ano, o hospital, que era estadual, foi doado para a Universidade Federal de São João del-Rei, pré-requisito para que o governo federal pudesse assumir o hospital. "O senhor, presidente, está aqui, no estado de Minas Gerais, que tem um governador que saiu agora dizendo que vai ser candidato a alguma coisa, um governador que teve uma postura, inclusive, diferente dos mineiros, o povo mineiro sempre foi muito educado, cordial. Ele fez qualquer tipo de comentário absurdo em relação ao nosso governo, ao nosso país, chegou a bater continência para presidente de outro país, quando esse presidente de outro país começou a afetar o Brasil com as suas tarifas. E o senhor passa por cima de tudo isso, vem aqui e põe para funcionar um hospital que foi construído por ele, mas quem bota para funcionar é o presidente Lula. Tijolo não salva a vida de ninguém", afirmou Padilha. "Para o presidente, o mais importante não é o governador, se ele come banana com casca ou não. O importante é o povo de Minas Gerais", acrescentou o ministro. O ministro dos Transportes, Georges Santoro, também comparou os governos, dizendo que, quando Lula assumiu, as condições das rodovias em Minas Gerais eram das piores da história do Estado, e que agora, 65% estão em condições boas ou ótimas. "Nós temos R$ 77 bilhões contratados em investimentos em Minas Gerais, incluindo duplicações, aumento de capacidade, passagens urbanas em todo o Estado de Minas Gerais. O governo passado investiu pouco mais de R$ 2 bilhões de reais", comparou. Durante o evento, o ministro assinou um aviso e licitação para a contratação da Travessia Urbana de Divinópolis na BR-494, com investimento de R$ 19,5 milhões.