Alteração ocorre em meio à adaptação do setor ao novo marco regulatório dos ativos virtuais BC adia para novembro início de reporte sobre operações com ativos virtuais no câmbio — Foto: Divulgação O Banco Central adiou para 3 de novembro de 2026 o início da obrigação de envio de informações sobre operações com ativos virtuais no mercado de câmbio. A mudança foi feita pela Resolução BCB nº 574, de 18 de junho, que altera a Resolução BCB nº 277, de 2022. Pela nova regra, instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio terão de informar ao BC as operações de prestação de serviços de ativos virtuais realizadas a partir dessa data. O reporte deverá ser feito até o dia 5 do mês seguinte, em formato ainda a ser definido pela autarquia. A alteração ocorre em meio à adaptação do setor ao novo marco regulatório dos ativos virtuais. Nos últimos meses, agentes do mercado vinham relatando dificuldade para acomodar, ao mesmo tempo, exigências ligadas a autorização, auditoria, certificação e envio de informações ao regulador. Para Nicole Dysnkant, CEO e cofundadora da RegDoor e especialista em regulação, a decisão do BC sinaliza preocupação com a implementação prática das novas regras e atende, ao menos em parte, a pleitos feitos pela indústria. Na avaliação dela, o adiamento ajuda a harmonizar o cronograma regulatório e pode melhorar a qualidade das informações recebidas pelo próprio BC. “Essa coordenação é importante não apenas para as empresas, mas também para o próprio regulador, que tende a receber informações mais consistentes e em um momento de maior maturidade operacional do mercado”, afirmou. Segundo Dysnkant, o ajuste mantém os objetivos de supervisão e transparência, mas reconhece os desafios operacionais enfrentados pelas empresas na transição para o novo regime. “Alinhar cronogramas e reduzir sobreposições de obrigações é uma medida que favorece a eficiência regulatória e a segurança jurídica”, disse.
BC adia para novembro início de reporte sobre operações com ativos virtuais no câmbio
Alteração ocorre em meio à adaptação do setor ao novo marco regulatório dos ativos virtuais








