A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quinta-feira buscas a vários elementos do Colectivo pela Libertação da Palestina. As operações foram realizadas sob suspeita da prática de crimes de "associação criminosa, instigação pública a um crime, apologia pública de um crime, dano qualificado e ofensa a pessoa colectiva", informou esta sexta-feira a PJ em comunicado.Na nota divulgada, a PJ refere que as buscas foram feitas através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Almada. Foram realizados quatro mandados de busca e apreensão "com o objectivo de recolha de meios de prova" relacionados com o grupo.As buscas foram também confirmadas esta sexta-feira pelo Colectivo pela Libertação da Palestina."Na manhã desta quinta-feira, dia 18 de Junho, a Policia Judiciária realizou buscas à casa de várias pessoas, alegando o seu envolvimento em acções em solidariedade com a Palestina. Agentes revistaram habitações durante várias horas, apreenderam vários objectos pessoais e conduziram algumas destas pessoas para a sede da PJ", refere o comunicado daquele colectivo enviado às redacções.O grupo activista continua dizendo tratar-se de "repressão", uma acção policial que "não é surpreendente"."Em toda a Europa, colectivos e militantes anti-sionistas têm sentido um escalar do ataque dos estados contra toda e qualquer iniciativa de solidariedade com a resistência anticolonial palestiniana, particularmente desde Outubro de 2023", escreve o colectivo na nota."Sabemos que, para os estados, será sempre mais útil reprimir quem luta ao lado da gente oprimida do que quem oprime as gentes. Mas cá estaremos para continuar a apoiar quem está do lado certo da luta. Solidariedade com todas as pessoas perseguidas por defender a liberdade do povo palestiniano. Fim ao estado sionista. Palestina livre", conclui.A PJ não deu mais detalhes quanto às buscas, acrescentando que a investigação, que está "sujeita ao segredo de justiça", ainda decorre.