O Brasil enfrenta o Haiti na segunda rodada da Copa do Mundo, mas o adversário caribenho trava batalhas mais difíceis fora dos gramados. O país acumula sete anos consecutivos de recessão, inflação anual de 21% e 5,7 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, o que torna o Haiti o país mais pobre das Américas.
De acordo com Cláudio dos Santos, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Haiti enfrenta sérios problemas econômicos devido a uma série de fatores negativos acumulados ao longo de séculos.
"Colonização, isolamento econômico após a independência, instabilidade política crônica, instituições frágeis, desastres naturais recorrentes e baixo investimento em infraestrutura ocasionaram problemas econômicos graves no país", afirma o professor.
A independência do país foi proclamada em janeiro de 1804, após uma revolta dos escravizados contra a colônia francesa que dominava o território desde o século 17. No entanto, após se tornar independente, o Haiti foi isolado economicamente pela França.
A ex-metrópole exigiu uma indenização pela independência de 150 milhões de francos —cerca de US$ 21 bilhões nos valores atuais—, o que quebrou financeiramente o país à época. Para honrar a dívida, o Haiti precisou contrair empréstimos com bancos, um passivo que prejudica o país até hoje.













