Na madrugada do dia 1º de maio de 2018, o edifício Wilton Paes de Almeida, no largo do Paissandu, zona central de São Paulo, pegou fogo e desabou. Sete pessoas morreram e dois corpos ficaram desaparecidos. Era uma tragédia anunciada. A instalação elétrica era precária, cheia de gatos e os curto-circuitos, constantes. Não havia extintores de incêndio. O prédio estava totalmente degradado.

Embora fosse uma construção tombada pelo órgão municipal do patrimônio histórico, o Conpresp, ela estava abandonada pelo poder público há pelo menos nove anos e era habitada por mais de 200 famílias integrantes do Movimento de Luta Social por Moradia.

Hoje o que se vê no lugar do edifício, na esquina da avenida Rio Branco, é um terreno vazio cercado por tapumes. Essa paisagem, porém, deve finalmente mudar. Oito anos depois do desabamento, começará a ser construído no local um novo prédio de moradias populares. Segundo a Sehab (Secretaria Municipal de Habitação), o projeto prevê 105 unidades habitacionais e receberá investimento de R$ 39,7 milhões, com recursos municipais.

O processo de licitação foi concluído, com a definição da empresa vencedora, e a prefeitura aguarda a apresentação da documentação necessária para a emissão da ordem de início das obras. A Sehab diz que "o projeto do empreendimento avançou após a conclusão de etapas fundamentais, como a remoção dos escombros, os estudos técnicos do terreno e a obtenção das aprovações legais e urbanísticas necessárias, incluindo a emissão do alvará em setembro de 2025".