Os investigadores já identificaram ao menos seis criminosos. São cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. Conhecidos como arrastadores, eles fazem parte de um esquema de extorsão de passageiros, coagidos a pagar até 70 vezes mais pelo valor da corrida. Os criminosos ainda ameaçam as vítimas — como idosos, turistas e estrangeiros — e acuam motoristas de aplicativo e taxistas legalizados. Em nota, a GRU Airport, concessionária responsável pela gestão do aeroporto, informou que "atua de forma intensiva no combate à violência e ao transporte clandestino no Aeroporto Internacional de São Paulo. A fiscalização e autuações são conduzidas pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Transportes de Guarulhos, com total apoio da concessionária". "Para garantir a segurança, os passageiros são alertados por avisos sonoros e visuais a recusar abordagens espontâneas nas áreas públicas, além de serem instruídos para as áreas de embarque dos serviços regulares de transporte, como a Praça Pick-Up do Terminal 2. Complementarmente, a GRU Airport oferece os recursos de imagens, com monitoramento amplo de todo o sítio aeroportuário para a Polícia Federal. Tais recursos são utilizados para garantir evidências para os devidos inquéritos policiais, permitindo a correta diligência das investigações. Ações adicionais, ostensivas e preventivas, estão em fase de implantação, envolvendo diversos órgãos de segurança pública, incluindo novas tecnologias e recursos humanos capacitados." Disputa antiga Cuidado: motoristas clandestinos aplicam golpes em passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo. Segundo a reportagem, após convencer as vítimas a aceitar a corrida, os criminosos cobravam valores abusivos no destino e ameaçavam quem se recusava a pagar. Um ano depois, em dezembro de 2025, os mesmos problemas continuavam sendo registrados nos terminais. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o esquema já havia sido identificado há pelo menos cinco anos. À época, a inteligência da corporação classificou o grupo como uma organização criminosa estruturada, com mais de 100 carros irregulares e faturamento estimado em mais de R$ 3 milhões por mês. A PRF informou que encaminhou relatórios com identificação de motoristas e veículos aos órgãos de segurança.