0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Logo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — Foto: Reprodução / CVM RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 12:53 CVM Instaura Processo por Fraude de R$ 216 Mi no Caso Virgo A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) finalizou a investigação sobre o caso Virgo, instaurando um processo sancionador contra quatro acusados de fraude relacionada ao uso indevido de fundos de reserva de títulos de investimento. O fundo Allocation, da Virgo, supostamente desviou R$ 216 milhões para um CRI da Cedro, estruturado pela própria Virgo. Entre os acusados estão Ivo Ver Kos e a Riza Securitizadora. O caso aguarda relator e julgamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu sua investigação sobre o caso Virgo e abriu um processo sancionador — isto é, com acusação formulada e que seguirá para julgamento — contra quatro acusados, apurou a coluna. O caso ocorreu em meados do ano passado e pôs em xeque o papel das securitizadoras, figura pouco sexy, mas crucial para o funcionamento da indústria de fundos de investimento. Na ocasião, um fundo de crédito privado criado pela Virgo, o Allocation, foi acusado de usar indevidamente recursos de fundos de reserva de CRIs e CRAs, que são títulos de investimento. Os recursos teriam sido usados para investir em um CRI da Cedro, que foi estruturado pela própria Virgo e para o qual a securitizadora precisou exercer garantia firme, por não ter encontrado demanda no mercado. De acordo com reportagem publicada pelo Valor em fevereiro, um parecer preliminar da CVM já havia identificado fraude e uma movimentação irregular de pelo menos R$ 216 milhões em 76 títulos. O uso dos recursos dos fundos de reserva foi considerado indevido porque eles funcionam como uma espécie de “colchão de segurança” para as operações. Por isso, a aplicação desses recursos deve obedecer a regras rígidas para garantir que eles possam ser acessados imediatamente, sem risco, em caso de necessidade. No novo processo sancionador da CVM, que começou a comunicar os envolvidos na tarde de ontem, são acusados: Ivo Ver Kos, sócio-fundador da securitizadora; o ex-diretor Alexandre João da Rocha; o ex-diretor Eduardo Levy; e a Riza Securitizadora, novo nome da Virgo, que foi vendida para a Riza Holding em outubro do ano passado, após o escândalo estourar. O processo ainda não tem relator designado nem prazo para ir a julgamento.