O parlamento aprovou esta sexta-feira um novo programa para dar resposta às pessoas que continuam internadas nos hospitais após receberem alta clínica e que prevê a criação de residências para o acolhimento transitório até dois anos.O texto final da Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão que cria o programa "Voltar a Casa", na sequência de um projecto de lei apresentado pelo grupo parlamentar do PS, obteve os votos contra do PSD e CDS-PP (que suportam o Governo) e da IL, e a favor das restantes bancadas.No início do mês, o director executivo do Serviço Nacional de Saúde adiantou, no Parlamento, que o número de pessoas com altas proteladas — todos os casos que, do ponto de vista clínico, já podiam ter saído do hospital — ascendia a 3536 no final de Maio.Segundo Álvaro Almeida, desse total, 1339 pessoas mantinham-se nos hospitais por falta de resposta social ou familiar, 1358 estavam à espera de serem admitidas na rede nacional de cuidados continuados integrados e 513 utentes aguardavam uma resolução ao abrigo do regime jurídico de maior acompanhado.Para justificar a sua iniciativa legislativa, a bancada do PS alegou a necessidade de dar resposta a um problema que tem vindo a agravar-se nos últimos dois anos, durante a governação da AD, com a ministra da Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, a classificar a proposta socialista como "atrasada e redundante", além de "criar mais confusões e entropias no sistema" que está em vigor.
Parlamento aprova programa para dar respostas às pessoas internadas com alta clínica
Projecto de lei apresentado pelo PS obteve os votos contra do PSD, CDS-PP e da IL e a favor das restantes bancadas. Iniciativa entra em vigor com o próximo Orçamento do Estado.






