O director nacional da PSP considerou hoje excepcional e grave o envolvimento de um chefe da polícia no grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano (MAL), garantindo total colaboração com a justiça."Só um caso já é grave, só uma alegação já é grave, não quero desvalorizar", disse aos jornalistas Luís Carrilho à margem do seminário organizado pela Polícia de Segurança Pública "Segurança Rodoviária. Consciencialização Preventiva e o seu Impacto na Sinistralidade".O director da PSP foi questionado sobre a acusação do Ministério Público (MP), conhecida na quinta-feira, em que nove arguidos, um dos quais um chefe da PSP que estava ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa, são acusados no processo relacionado com o grupo de extrema-direita MAL por crimes de terrorismo, imputando-lhes o planeamento de acções futuras contra alvos políticos, partidos, jornalistas e académicos.O grupo neonazi liderado por um chefe da PSP é acusado de vários crimes e, segundo a acusação do Ministério Público noticiada por vários órgãos de comunicação social, incluindo o PÚBLICO, terá chegado a planear um ataque à residência oficial do primeiro-ministro, Luís Montenegro."São casos excepcionais e neste momento devemos deixar funcionar o sistema de justiça", afirmou o director nacional da PSP, defendendo que o caso deve ser tratado no âmbito das instituições judiciais competentes.
Director da PSP considera excepcional e grave envolvimento de polícia em grupo de extrema-direita
Luís Carrilho assumiu que este é um caso grave por envolver um elemento da PSP, considerando que os “polícias têm mais responsabilidade” e sustentou que a polícia tem “um código muito rigoroso”.






