PUBLICIDADE Parte do projeto Encontro com Arariboia, a exposição ‘Ohpeko dihtara’ apresenta trabalhos em linguagens diversas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 “Tuminkery do lado certo” (2025), de Gustavo Caboco, está na mostra no Museu de Arte Contemporânea — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 09:27 Exposição no MAC Niterói destaca cosmologia indígena e Baía sagrada A exposição "Ohpeko dihtara" no Museu de Arte Contemporânea (MAC) em Niterói traz uma perspectiva indígena sobre a origem do mundo, com obras de oito artistas de sete povos distintos. Com curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a mostra faz parte do projeto Encontro com Arariboia e busca resgatar a história local através de 35 trabalhos que dialogam com a cosmologia indígena. A iniciativa é apoiada pela Petrobras e destaca a Baía de Guanabara como um local sagrado para os povos indígenas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Oito artistas indígenas, de sete povos distintos, de quatro regiões do Brasil, apresentam 35 trabalhos em diferentes formatos até 23 de agosto no Museu de Arte Contemporânea (MAC). A primeira parte do nome da mostra — “Ohpeko dihtara” — significa “O lago de leite” na língua tukano (grupo indígena do noroeste da Amazônia) e faz referência ao berço da criação da humanidade, vindo do seio da grande avó do universo, a primeira Maloca de Transformação. Com o complemento “Travessias da Guanabara”, o título é inspirado na origem cosmológica indígena e nos seus processos de deslocamento e transformação ao longo do tempo. Com concepção de Daiara Tukano e curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a exposição faz parte do projeto Encontro com Arariboia, lançado em março de 2026 em um seminário em Niterói e com ações realizadas em parceria com a prefeitura da cidade, por meio da Secretaria municipal das Culturas, do MAC Niterói e da Fundação Casa de Rui Barbosa (Ministério da Cultura). Além de Daiara e Denilson, participam da mostra Gustavo Caboco, Naine Terena, Kaya Agari, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin e Renata Tupinambá (Aratykyra). Apresentados em português, todos os textos da exposição são traduzidos para a língua nheengatu, idioma indígena da família tupi-guarani. Para Júlia Pacheco, secretária municipal das Culturas de Niterói, a exposição ajuda a resgatar a história local. Victor De Wolf, diretor do MAC, ressalta que o museu sempre esteve aberto à diversidade das manifestações artísticas das mais diferentes origens. — Ao nos aproximarmos dos 30 anos do museu (em setembro), buscamos trazer ao público uma exposição que carrega consigo a origem e o passado de nosso povo, ao mesmo tempo que contribui para difundir a produção contemporânea indígena brasileira. Esta mostra também marca o início da parceria do museu com a Petrobras por meio da Lei Rouanet — afirma. Um lugar sagrado Segundo Daiara Tukano, a região da Baía de Guanabara é “um lugar sagrado” para os povos indígenas. — Antes de qualquer Ibéria e antes de qualquer América, este território é indígena. Nós somos filhos da floresta, do rio, da pedra, da terra — destaca. Daiara explica que a Baía da Guanabara é atravessada por duas imagens fortes: — A primeira é a das caravelas chegando, uma fronteira que não nos reconheceu como humanos. A segunda é a da cobra grande, que, segundo nossa cosmologia, parou aqui pela primeira vez. Parte das obras foi criada especialmente para a mostra, enquanto outras integram acervos representados pelas galerias A Gentil Carioca, Almeida & Dale e Carmo Johnson Projects. O Instituto Meca (Mac Laren Educacional, Cultural e Ambiental) é também parceiro da exposição, tendo apoiado a realização de residências artísticas para Yaka Huni Kuin e Kaya Agar. A classificação é livre, e a visitação pode ser realizada de terça-feira a domingo, das 10h às 18h (entrada permitida até 17h30). Ingresso: R$ 20 (inteira). Às quartas-feiras, a entrada é franca.
O que existia antes do Brasil? Exposição no MAC propõe resposta indígena para a origem do mundo
Parte do projeto Encontro com Arariboia, a exposição ‘Ohpeko dihtara’ apresenta trabalhos em linguagens diversas
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