Suspeitas de irregularidades nos descontos na folha de pagamento vieram à tona em março após parecer do Tribunal de Contas do DF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha — Foto: Cristiano Mariz/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 08:43 MPF investiga irregularidades em consignados do DF envolvendo PicPay e BRB O Ministério Público Federal investiga irregularidades em descontos na folha de pagamento de servidores do DF, após suspeitas surgirem em março. O contrato entre o PicPay e o BRB para crédito consignado está sob escrutínio, especialmente após o escritório do ex-governador Ibaneis Rocha receber R$ 1 milhão da J&F pouco após o acordo. O escritório alega que não há ligação entre os pagamentos e ações do governo. A investigação segue em curso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação do Ministério Público Federal que apura irregularidades em descontos na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal ocorre após suspeitas virem à tona em março. Na ocasição, o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo banco digital PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal depois de o Tribunal de Contas do DF apontar irregularidades. O contrato entre o PicPay e o Banco de Brasília (BRB), responsável pela folha dos servidores, previa a oferta de crédito consignado pelo banco digital aos funcionários do governo do DF. Ele entrou na mira da CPMI do INSS após informativos feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem que o escritório que leva o nome do então governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F quatro dias após o cadastro do PicPay junto ao governo do DF. Essa quantia foi recebida quatro dias após o governo cadastrar o PicPay para oferecer crédito consignado para servidores. Nos 12 meses contados a partir da autorização, entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria recebeu R$ 34 milhões da J&F em 15 operações, segundo informativos da empresa feitos pelo Banco Santander ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e publicados pelo G1 em março. Na época, o grupo J&F afirmou ao G1, em nota, que "não há qualquer relação entre eventuais pagamentos ao escritório e ações do Governo do Distrito Federal" e que o escritório de Ibaneis Rocha defende o grupo em mais de 500 processos. O escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, por sua vez, reforçou quando procurado na ocasiao que prestava serviços para o grupo em "centenas de ações judiciais em múltiplas esferas" e que preza "pela atuação técnica e pelo respeito à legislação nacional". A Secretaria de Economia do DF dissena ocasião que o modelo antecipação salarial sem cobrança de juros oferecido pelo termo de compromisso com o PicPay estava em análise pelo Tribunal de Contas do DF e, por isso, está temporariamente suspenso. O ex-governador Ibaneis Rocha chegou a dar entrevista à TV Globo e disse que "não há nada de errado no contrato firmado".