As novas diretrizes dos Estados Unidos para tratamento de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico trazem, pela primeira vez, recomendações específicas para crianças.

Elaboradas pela American Heart Association e pela American Stroke Association, as novas diretrizes destacam o reconhecimento rápido dos sintomas e a importância dos exames de imagem, além de estabelecerem critérios para tratamento em pacientes pediátricos.

O objetivo é acelerar o diagnóstico e o tratamento para reduzir o risco de sequelas. Embora mais raro, crianças também podem ter um AVC. Nelas, o evento está associado a problemas como malformação de vasos cerebrais, doenças cardiovasculares ou autoimunes e traumas.

"As recomendações pediátricas desta diretriz representam um avanço importante, porque reconhecem formalmente que crianças também têm AVC e que o atraso no diagnóstico continua sendo um dos principais obstáculos", avalia a neurologista Gisele Sampaio, do Einstein Hospital Israelita.

"É um grande passo para padronizar decisões que antes dependiam de extrapolação da literatura adulta e de julgamento individual."