O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a segunda causa de morte entre os brasileiros. Em 2024, foram registrados mais de 106 mil óbitos, segundo a plataforma Tabnet, do DataSUS, que reúne informações dos sistemas de saúde nacionais. É também a principal causa de incapacidade: 70% das pessoas que sofrem um AVC não retornam ao trabalho, e 50% ficam dependentes de cuidados, de acordo com a SBAVC (Sociedade Brasileira de AVC).
O acidente vascular cerebral pode ser de dois tipos: isquêmico, quando ocorre obstrução ou redução do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação; ou hemorrágico, causado pela ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue no interior do cérebro. O primeiro tipo é o mais comum, identificado em 60% a 70% dos casos. Já o hemorrágico é o mais letal.
Entre as causas do AVC estão a pressão arterial elevada, o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e a dieta desequilibrada. Por esse motivo, uma das principais características da doença é a recorrência. Uma vez que o indivíduo sofre um AVC, a probabilidade de apresentar novos episódios ou outros eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, aumenta. Cerca de 20% dos pacientes que tiveram um AVC podem experimentar posteriormente um infarto num período entre dois e cinco anos.














