Procedimento inédito permitiu que paciente com uma condição vascular extremamente rara fortalecesse o coração e chegasse a uma cirurgia considerada essencial para sua sobrevivência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Elliot Atkins foi submetido a uma série de angioplastias no Great Ormond Street Hospital (GOSH), em Londres — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 09:11 Menino de 7 anos reverte insuficiência cardíaca com angioplastia inovadora no Reino Unido Elliot Atkins, de 7 anos, tornou-se a primeira criança no Reino Unido a reverter insuficiência cardíaca com angioplastia, técnica inovadora que usa balão. A abordagem, realizada no Great Ormond Street Hospital, permitiu que ele suportasse uma cirurgia essencial, criando novas possibilidades para pacientes com condições vasculares raras. A intervenção trouxe melhorias significativas na qualidade de vida de Elliot. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um menino de 7 anos se tornou a primeira criança do Reino Unido a receber um tratamento inovador que ajudou a reverter um quadro grave de insuficiência cardíaca. Elliot Atkins foi submetido a uma série de angioplastias no Great Ormond Street Hospital (GOSH), em Londres, em uma abordagem até então considerada inviável para crianças com insuficiência cardíaca avançada. Os problemas de saúde começaram antes de Elliot completar um ano. Após uma infecção respiratória severa, os pais, Amy Govier e Thomas Atkins, perceberam que o filho apresentava dificuldade para respirar. Exames realizados no Hospital Infantil Real de Bristol revelaram que o coração da criança estava aumentado, além de uma pressão arterial perigosamente elevada. Investigações posteriores identificaram uma condição extremamente rara conhecida como síndrome da aorta média, caracterizada pelo estreitamento severo da aorta e dos vasos sanguíneos que irrigam os rins. Procedimento inédito abriu caminho para cirurgia A síndrome reduz significativamente o fluxo sanguíneo e pode causar danos ao coração, rins, cérebro e olhos. No caso de Elliot, a insuficiência cardíaca já havia avançado a um ponto em que uma cirurgia de grande porte era considerada arriscada demais. Diante desse cenário, a equipe médica decidiu tentar uma alternativa inédita: realizar uma angioplastia para ampliar os vasos sanguíneos estreitados e reduzir a sobrecarga sobre o coração. O procedimento, amplamente utilizado em adultos, consiste na introdução de um pequeno balão nos vasos comprometidos, que é inflado para restaurar a passagem do sangue. Até então, essa estratégia não era adotada em crianças com insuficiência cardíaca grave. — Não havia nada que pudéssemos consultar e ler. Não podíamos pesquisar no Google para ter certeza de que tudo ficaria bem — afirmou Thomas Atkins, pai de Elliot e médico militar, à imprensa britânica. — Sabíamos que a angioplastia era um procedimento rotineiro em adultos, mas realizá-la em uma criança na condição dele era algo completamente desconhecido para nós. A mãe, Amy Govier, descreveu o momento da decisão como um período de grande apreensão. — Acho que grande parte disso foi puro horror e choque — disse. Entre 2020 e os dois anos de idade, Elliot passou por seis angioplastias. Os procedimentos fortaleceram seu organismo o suficiente para que, em julho de 2025, ele fosse submetido a uma complexa cirurgia de bypass da aorta, que criou uma nova rota para o fluxo sanguíneo contornar a região estreitada do vaso. Segundo a médica Jelena Stojanovic, responsável pelo caso e chefe do serviço de transplante renal e renovascular do hospital, o sucesso do tratamento abriu novas possibilidades para outros pacientes. — Após a intervenção em Elliot, realizamos esse procedimento com sucesso em diversas outras crianças. Trata-se de uma condição muito rara, mas o mais importante é que essas crianças tenham a oportunidade de sobreviver — afirmou. Hoje, de acordo com a equipe médica, Elliot apresenta uma melhora significativa na qualidade de vida, utiliza menos medicamentos e voltou a participar das atividades típicas da infância. Para os profissionais que acompanharam sua trajetória, o caso representa um marco no tratamento de crianças com insuficiência cardíaca associada a doenças vasculares raras. De acordo com o NHS, o sistema público de saúde do Reino Unido, os principais sinais de insuficiência cardíaca incluem falta de ar, fadiga persistente, inchaço nas pernas e tornozelos e episódios de tontura ou desmaio.