Os directores escolares estão a pedir novas formas de vigilância nos exames nacionais, que sejam capazes de detectar as tecnologias mais sofisticadas que estão hoje a ser utilizadas pelos alunos.O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) alertou para o facto de os actuais modelos de vigilância dos exames permanecerem praticamente inalterados há décadas, apesar da evolução tecnológica que permite o recurso a dispositivos de difícil detecção.“Como é que, neste momento, nós vigiamos os alunos na sala de aula, em época de exame? Como no século passado”, afirmou Filinto Lima, numa entrevista à agência Lusa, defendendo a abertura de um debate entre o Ministério da Educação e as escolas, já no próximo ano lectivo.Os alunos não podem levar telemóveis, relógios inteligentes (smartwatches) ou qualquer outro equipamento de comunicação electrónica para a sala de exames, mas Filinto Lima lembrou que existem hoje muitos dispositivos “quase imperceptíveis” que podem escapar à vigilância humana.Há brincos com sistemas de comunicação, canetas inteligentes com acesso à inteligência artificial (IA) e até óculos inteligentes, “em que os alunos conseguem ler as respostas em relação à questão que estão a desenvolver”, enumerou.
Escolas pedem novas técnicas de vigilância nos exames contra tecnologia oculta
Brincos com sistemas de comunicação, canetas inteligentes com acesso à IA e até óculos que mostram as respostas: existem hoje muitos dispositivos que são “quase imperceptíveis”.










