PUBLICIDADE Investigações sobre o grupo paramilitar começaram após uma denúncia de extorsões praticadas contra uma empresa terceirizada responsável por executar obras públicas de infraestrutura e saneamento na região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A operação foi feita por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) — Foto: Divulgação/Polícia Civil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 07:55 Operação da Polícia Civil desarticula milícia e esquema de R$ 25 milhões em Bangu A Polícia Civil realizou uma operação contra a cúpula da milícia no Catiri, Bangu, desarticulando um esquema de extorsão e lavagem de mais de R$ 25 milhões. A ação, motivada por denúncias de extorsão a uma empresa de obras públicas, resultou em 50 mandados de busca e apreensão. Um policial militar foi preso em flagrante. A investigação revelou a estrutura financeira da organização, que usava contas de terceiros para ocultar recursos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira, uma operação que tem como alvo a cúpula da milícia que age na região do Catiri, em Bangu, Zona Oeste do Rio. O grupo paramilitar é apontado como responsável por um esquema de extorsão contra obras públicas, comerciantes e moradores, além de uma rede de lavagem de dinheiro que movimentou, segundo as investigações, mais de R$ 25 milhões. Agentes cumprem 50 mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e no interior do estado. As medidas cautelares incluem pedido de bloqueio judicial de ativos, de contas bancárias, de bens e de valores vinculados aos investigados, com o objetivo de asfixiar financeiramente a organização. Um policial militar da ativa foi preso em flagrante, segundo o Bom Dia Rio, da TV Globo. As investigações estão a cargo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) e começaram após uma denúncia de extorsões praticadas contra uma empresa terceirizada responsável por executar obras públicas de infraestrutura e saneamento na região. De acordo com as apurações, os criminosos passaram a exigir pagamentos ilegais para permitir a continuidade dos serviços e a permanência dos trabalhadores no local. As cobranças eram impostas mediante ameaças e intimidações, de acordo com a polícia. Os agentes da Draco seguiram o caminho do dinheiro e identificaram contas bancárias usadas pelos milicianos para receber os valores obtidos com as extorsões. A análise financeira revelou uma engrenagem de lavagem de capitais. Além disso, os policiais detectaram movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados e descobriram o uso de contas de passagem — abertas em nome de terceiros, sejam laranjas ou empresas de fachada, exclusivamente para receber e repassar recursos rapidamente. Diligências realizadas permitiram identificar toda a estrutura criminosa. A investigação apontou que a organização possuía um núcleo de comando responsável pelo controle territorial e pelas decisões estratégicas, e um núcleo financeiro encarregado de receber, movimentar, pulverizar e ocultar os recursos obtidos com as atividades ilícitas. Empresas formalmente constituídas e contas bancárias de terceiros eram utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e dar aparência de legalidade aos valores movimentados. Segundo as apurações, o policial militar atuaria tanto na circulação de valores vinculados ao grupo quanto na realização de atividades de segurança privada em benefício de integrantes da cúpula da milícia. As investigações sobre a suposta atuação do agente serão aprofundadas. Ainda conforme o que foi levantado pela Draco/IE, a organização criminosa não se limitava às extorsões praticadas contra prestadores de serviço e empresas. Os policiais identificaram cobranças impostas a comerciantes, a moradores e a pessoas que desenvolviam atividades em áreas sob influência do grupo. Após a operação desta sexta-feira, as diligências continuarão para identificar outros integrantes da rede e ampliar o rastreamento patrimonial dos recursos ilícitos. Além da Draco/IE, a ação mobilizou equipes do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da Polícia Militar.