PUBLICIDADE Foi determinado o bloqueio de R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policiais civis no Morro de São Carlos — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 08:58 Polícia do RJ deflagra operação contra TCP com bloqueio milionário Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro mira traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Morro de São Carlos, visando desarticular atividades de lavagem de dinheiro, extorsão e expulsão de moradores. Foram determinados o bloqueio de R$ 60 milhões e o sequestro de bens. A ação abrange mandados em três estados e expõe uma estrutura de comércio ilegal de armas e ocultação de patrimônio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma operação da Polícia Civil do Rio, deflagrada nesta sexta-feira, mira traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) que controlam o Morro de São Carlos, no Estácio, na Zona Norte da capital. A ação visa a desarticular uma estrutura responsável por lavagem dinheiro, extorsão de comerciantes e moradores e expulsão de famílias de residências no entorno da comunidade, além de comércio ilegal de armas. Agentes cumprem 43 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo. Também foi determinado o bloqueio de R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores usados pelo bando para ocultar seu patrimônio. As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) revelaram que a quadrilha não se limita ao tráfico de drogas e ao controle armado do São Carlos O grupo criminoso implantou um sistema de exploração econômica de que vive próximo ao morro, impondo um ambiente permanente de medo aos comerciantes e moradores por meio de ameaças, extorsões e constrangimentos. As apurações da Draco/IE apontam que as vítimas são forçadas a abandonar seus imóveis para que eles sejam transferidos para pessoas ligadas ao tráfico. Esses bens são usados para ampliar o patrimônio dos bandidos e fortalecer a influência do TCP no São Carlos. — Eles coagem moradores da região periférica do Morro de São Carlos para que venham a sair dos imóveis. Eles se apossam desses imóveis, emitindo documentos falsos — disse o delegado Jefferson Ferreira, titular da Draco/IE. De acordo com ele, esse tipo de avanço de facções criminosas e também de milícias para áreas no entorno das dominadas por elas já é notado em outras regiões do Rio: — A gente tem atentado para um avanço das facções criminosas. A gente vem combatendo esses avanços. As investigações revelaram que empresas de fachada são usadas para ocultar e movimentar os recursos ilegais da facção. A estrutura de lavagem de dinheiro é ligada diretamente à cúpula do TCP e funciona como mecanismo para fortalecer o grupo criminoso e sua expansão patrimonial. As provas reunidas pela Draco apontam a atuação dos principais chefes do TCP no esquema. Esses criminosos são responsáveis pela articulação logística com bandidos de Minas Gerais e pela coordenação territorial e a estrutura patrimonial e financeira utilizada para ocultação e reinserção do dinheiro do crime na economia formal. Venda de armas Além do esquema de lavagem de dinheiro, a investigação identificou uma estrutura destinada à venda de armas, responsável pelo abastecimento de comunidades dominadas pelo TCP. As investigações demonstram que integrantes da organização, além de atuarem como operadores financeiros e gestores patrimoniais, também exerciam funções relacionadas à negociação, intermediação e aquisição clandestina de armamentos. A operação tem apoio de equipes dos departamentos gerais de Polícia Especializada (DGPE), de Polícia da Capital (DGPC), de Polícia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Em São Paulo e em Minas, agentes das polícias civis locais foram mobilizados.
Operação no São Carlos mira traficantes do TCP que extorquem dinheiro de comerciantes e expulsam moradores do entorno do morro
Foi determinado o bloqueio de R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio











