Postagens em redes sociais de moradores citam tiroteio; fogo foi ateado em barricadas Uma barricada em chamas na Maré — Foto: TV Globo/Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 06:58 Polícia Civil realiza operação no Complexo da Maré contra TCP A Polícia Civil realizou uma operação no Complexo da Maré, no Rio, para cumprir 56 mandados de prisão contra o Terceiro Comando Puro (TCP). Moradores relataram tiroteios e barricadas incendiadas. A ação, baseada em investigações da 21ª DP, visa combater diversos crimes, incluindo tráfico de drogas e violência. Três pessoas foram detidas. Participaram também o COE e a Core. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, para cumprir 56 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão contra integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Moradores relatam, em redes sociais, que já houve confronto. Barricadas foram incendiadas. Não há informações de feridos. Três pessoas foram detidas e levadas para a Cidade da Polícia. A ação é resultado, de acordo com a polícia, de uma investigação da 21ª DP (Bonsucesso) que se estende por meses. São seis frentes de apuração que revelam a diversidade das ações criminosas que acontecem na Maré: desde o tráfico de drogas até crimes relacionados à violência doméstica, contra crianças e homicídios. Equipes estão nas comunidades Vila do João, Vila dos Pinheiros, Baixa do Sapateiro, Timbau e Conjunto Palace. De acordo com as investigações, traficantes do TCP que agem na região interceptam veículo de cargas nas principais vias expressas da capital carioca — Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela. Segundo o apurado pela 21ª DP (Bonsucesso) — que está à frente da ação — os bandidos usam motocicletas e veículos de apoio para cercar os automóveis que são alvos deles. Ex do traficante Nem, Xerifa da Rocinha, influencer: Quem é Danúbia Rangel e por que voltou para a cadeia Ainda conforme as investigações, as vítimas são rendidas com ameaça e violência e obrigadas a levar os veículos conduzidos por elas para as comunidades dominadas pelo TCP. Nesses locais, as mercadorias transportadas são retiradas com o auxílio de outros automóveis. Em alguns casos, há uso de equipamentos como empilhadeiras — isso, para a polícia, é uma evidência do alto grau de organização logística do grupo criminoso. Além da 21ª DP, participam da ação equipes do Comando de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de todos os Departamentos Gerais de Polícia Civil.