Campanha envolve hipercarros do ano-modelo 2024 equipados com suspensão de pista; problema pode provocar superaquecimento em condições extremas de uso em circuito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aston Martin lança Valkyrie LM — Foto: Reprodução/X RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 10:35 Aston Martin faz recall de hipercarro Valkyrie por defeito nos freios A Aston Martin anunciou um recall para sete unidades do hipercarro Valkyrie, modelo 2024, devido a um defeito nos freios que pode causar superaquecimento em condições extremas de uso em circuito. O problema está na vedação de um cilindro mestre, que pode deformar-se, não aliviando a pressão dos freios. A falha foi identificada em 2022, e a solução foi desenvolvida em parceria com a Alcon. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Aston Martin anunciou um recall para apenas sete unidades do Valkyrie, hipercarro desenvolvido com tecnologia de pista e projeto associado ao engenheiro Adrian Newey. Segundo o site Motor1, a campanha envolve apenas sete exemplares exemplares 'raríssimos' do ano-modelo 2024 equipados com suspensão de pista e está relacionada a uma possível deformação interna em uma vedação de um dos cilindros mestres do freio. O número reduzido de veículos afetados chama atenção em uma campanha que foge do padrão dos recalls convencionais. O Valkyrie já é um modelo raro, de produção limitada e voltado ao alto desempenho, com motor V12 aspirado combinado a sistema híbrido na versão de rua. Nas pistas, o carro também compete em campeonatos como o WEC e o IMSA, onde corre sem o sistema híbrido e mantém apenas o motor V12. De acordo com a Aston Martin, o defeito pode ocorrer se a vedação do cilindro mestre se deformar. Nesse caso, o fluido de freio pode não retornar corretamente ao reservatório depois que o motorista solta o pedal. A pressão no sistema, então, pode não ser totalmente aliviada, mantendo os freios em contato residual com o disco. Fernando Alonso ao lado do seu Valkyrie de 1.155 cv — Foto: Reprodução Em condições extremas, essa situação pode levar ao superaquecimento dos discos. Se o carro já estiver sendo conduzido de forma agressiva e a temperatura dos freios estiver elevada, o calor pode inflamar a resina presente no duto de refrigeração do freio traseiro, feito em fibra de carbono, criando risco de incêndio. A própria descrição do problema indica que o cenário é improvável em vias públicas. Para que a falha ocorra, o Valkyrie precisa estar sendo usado em pista, com o programa eletrônico de estabilidade nos modos Sport, Track ou desligado. O carro também deve estar em uma situação de sobreviragem ou derrapagem, com velocidade lateral muito alta, acima dos limites de guinada e ângulo de escorregamento da carroceria. Ferrari Monza SP2: conheça o supercarro sem para-brisa avaliado em mais de R$ 16 milhões 1 de 4 Ferrari Monza SP2 combina visual retrô inspirado nos anos 1950 com motor V12 de 810 cavalos — Foto: Divulgação 2 de 4 Ferrari Monza SP2 combina visual retrô inspirado nos anos 1950 com motor V12 de 810 cavalos — Foto: Divulgação X de 4 Publicidade 4 fotos 3 de 4 Ferrari Monza SP2 combina visual retrô inspirado nos anos 1950 com motor V12 de 810 cavalos — Foto: Divulgação 4 de 4 Ferrari Monza SP2 combina visual retrô inspirado nos anos 1950 com motor V12 de 810 cavalos — Foto: Divulgação X de 4 Publicidade Modelo da Ferrari tem motor V12 de 810 cavalos e produção limitada a 499 unidades. Ainda segundo a descrição técnica, o motorista precisa estar esterçando contra a sobreviragem a ponto de o ESP intervir, freando a roda dianteira interna enquanto a roda dianteira externa acumula pressão no fluido. Ao mesmo tempo, o condutor deve estar no acelerador durante ou imediatamente antes da aplicação dos freios, fazendo com que o sistema também atue na roda traseira interna para evitar perda de tração. A sequência só se completa se, no mesmo instante em que os freios dianteiros e traseiros já estiverem pré-carregados pelas intervenções eletrônicas, o motorista pressionar o pedal de freio com força. Se todos esses fatores coincidirem, a pressão acumulada pode causar arrasto residual dos freios. A Aston Martin afirma que o motorista não receberá um alerta específico, mas deverá conseguir perceber a anomalia pelo comportamento do pedal. Segundo o Motor1, a origem do problema está no desenho inicial do sistema de freios do Valkyrie. O modelo, originalmente, não teria sido concebido para integrar ESP ou controle de tração ajustável, o que fez com que o sistema não estivesse preparado para administrar simultaneamente o fluido comandado pelo pedal e pelas intervenções eletrônicas. A Aston Martin identificou um potencial problema em novembro de 2022 e passou a trabalhar com a Alcon, fornecedora do sistema de freios, para encontrar a causa. A falha foi determinada em fevereiro de 2025, e a solução ficou pronta no mês seguinte. A nova peça começou a ser distribuída em setembro de 2025. No fim de maio, a montadora decidiu avançar com um recall voluntário de segurança. Os proprietários dos sete carros afetados serão contatados para levar os veículos a uma concessionária. No local, um técnico substituirá o cilindro mestre do freio por uma peça nova, projetada para funcionar corretamente com os sistemas de ESP e controle de tração. A intervenção pode levar até cinco horas. A campanha mostra a particularidade de trabalhar com hipercarros de produção quase artesanal. Mesmo uma falha que depende de uma combinação rara de fatores pode justificar uma ação formal de segurança. No caso do Valkyrie, a Aston Martin optou por corrigir os sete exemplares antes que um problema improvável se transforme em risco real para quem leva o carro ao limite em pista.