Esculturas de mármore estavam escondidas em uma instalação vinícola da era romano-bizantina e podem ajudar pesquisadores a compreender a influência cultural das elites no Oriente Próximo antigo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A descoberta foi feita durante obras relacionadas à expansão da ferrovia em uma área próxima a Cesareia — Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel Uma descoberta arqueológica feita no norte de Israel chamou a atenção da comunidade científica internacional. Duas estátuas romanas de mármore com cerca de 1.700 anos foram encontradas em estado de conservação considerado excepcional durante uma escavação preventiva realizada nas proximidades de Binyamina, durante obras de ampliação da ferrovia. As informações foram divulgadas pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) e repercutidas pela ARTnews, nesta semana. As esculturas foram localizadas pelos arqueólogos Eliran Oren e Avishag Reis dentro de um antigo tanque de armazenamento de vinho da era romano-bizantina. Segundo os pesquisadores, as peças estavam posicionadas de cabeça para baixo, o que sugere que foram escondidas deliberadamente quando a estrutura deixou de ser utilizada. As razões para esse ocultamento, no entanto, permanecem desconhecidas. Patrimônio raro do período romano Datadas do século IV d.C., as estátuas representam figuras de destaque do universo greco-romano. Uma delas traz a inscrição “Lycurgus”, nome que pode estar relacionado a personagens históricos conhecidos da Antiguidade. Para Peter Gendelman, pesquisador sênior da Autoridade de Antiguidades de Israel, a descoberta é especialmente relevante porque as esculturas provavelmente ornamentavam residências luxuosas ou edifícios públicos, funcionando como símbolos de prestígio social e identidade cultural. — Essas estátuas eram exibidas tanto em edifícios públicos quanto em residências da elite durante o período romano — afirmou Gendelman, segundo a ARTnews. Veja fotos da segunda maior estátua de Buda do mundo 1 de 10 Turistas visitam a estátua gigante do Buda Zen no Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu, Espírito Santo. Foto: Carl DE SOUZA / AFP 2 de 10 A estátua do Buda se destaca na paisagem do Mosteiro Zen Morro da Vargem. Foto: Carl DE SOUZA / AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 A imagem do alto revela detalhes da maior estátua do Ocidente. Foto: Carl DE SOUZA / AFP 4 de 10 A estátua é maior do que a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que tem 30 metros de altura, desconsiderando o pedestal. Foto: Carl DE SOUZA / AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 O Buda de Ibiraçu é o maior do Ocidente e segundo maior do mundo, perdendo apenas para uma estátua em Hong Kong, que tem 42 metros.Foto: Carl DE SOUZA / AFP 6 de 10 Inaugurado em 2021, o Buda Gigante já é considerado um dos principais cartões postais do Espírito Santo. Foto: Carl DE SOUZA / AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 O monumento fica às margens da BR-101, a apenas 65 km da capital. Foto: Carl DE SOUZA / AFP 8 de 10 O monge budista Shojun observa uma estátua reclinada do Buda Zen no Mosteiro Zen Morro da Vargem. Foto: Carl DE SOUZA / AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Estátuas budistas são retratadas no Mosteiro Zen do Morro da Vargem, onde está localizada a estátua gigante do Buda Zen, em Ibiraçu. Foto: Carl DE SOUZA / AFP 10 de 10 Vista aérea de uma estátua gigante do Buda Zen construída no Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu. Foto: Carl DE SOUZA / AFP X de 10 Publicidade O monumento tem 35 metros de altura e fica no Mosteiro Zen Morro da Vargem, no Espírito Santo Os especialistas destacam que o nível de preservação das peças é extremamente raro em Israel. A hipótese principal é que elas tenham pertencido a uma vila de alto padrão nos arredores de Cesareia, antiga cidade portuária que serviu como capital regional da Judeia sob domínio romano por séculos. A presença de uma antiga estância termal descoberta anteriormente na região reforça essa possibilidade. A identidade exata da figura identificada como “Lycurgus” ainda está sendo investigada. Entre as possibilidades consideradas pelos pesquisadores estão o lendário fundador de Esparta ou um célebre orador da Grécia Antiga. Para a equipe da IAA, a descoberta oferece uma oportunidade valiosa para compreender como as elites locais utilizavam a arte para expressar status, poder e vínculos culturais com o mundo greco-romano. Os arqueólogos também investigam se o enterramento das peças pode ter ocorrido durante um período de crise, conflito ou abandono da propriedade.